Sociedade | 23-06-2026 17:19

Famílias de Castelo do Bode estão há mais de 24 horas sem água e pedem solução definitiva

Famílias de Castelo do Bode estão há mais de 24 horas sem água e pedem solução definitiva
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Moradores de sete habitações em São Pedro de Tomar, na Estrada de Castelo do Bode, denunciam problemas recorrentes de abastecimento, dependendo há quase duas décadas de um abastecimento provisório assegurado pela EDP.

Sete habitações localizadas na Estrada de Castelo do Bode, na freguesia de São Pedro de Tomar, encontram-se há mais de 24 horas sem acesso a água, numa situação que os moradores classificam como insustentável e que dizem ser apenas o mais recente episódio de um problema que se arrasta há vários anos.
Em declarações a O MIRANTE, Eulália Fernandes, uma das residentes afectadas, explica que as habitações nunca foram ligadas à rede pública de abastecimento, dependendo de um fornecimento provisório assegurado pela EDP. Segundo a moradora de 53 anos, essa situação deveria ter sido resolvida em 2008, quando, de acordo com uma comunicação da EDP enviada na altura, o então SMAS de Tomar — actualmente integrado na Tejo Ambiente — deveria ter assumido o abastecimento de água às habitações. “Passaram-se 18 anos e as pessoas aqui continuam dependentes de um fornecimento provisório que agora corre o risco de desaparecer definitivamente. A EDP já nos disse que vai cortar o abastecimento futuramente”, ressalta, explicando que o corte actual terá sido provocado por uma ruptura numa conduta, mas que até ao momento não houve qualquer informação concreta sobre a reposição do serviço.
A falta de uma solução definitiva para o abastecimento de água já tinha sido denunciada na reunião da Câmara Municipal de Tomar de 1 de Junho por Paulo Jardim, em representação dos moradores. Na ocasião, o presidente da câmara, Tiago Carrão, afirmou desconhecer o alegado compromisso assumido em 2008 pelo então SMAS de Tomar, mas garantiu que iria procurar esclarecimentos junto da EDP e Tejo Ambiente. O autarca sublinhou ainda que qualquer solução terá de respeitar os enquadramentos legais existentes, adiantando que o município iria contactar a Tejo Ambiente para apurar o ponto de situação do investimento necessário e avaliar de que forma este poderá ser concretizado.

Uma reportagem que pode ler desenvolvida numa próxima edição de O MIRANTE

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