Sociedade | 24-06-2026 10:45

Câmara de VFX perde recurso sobre instalação da vacaria na Granja

Câmara de VFX perde recurso sobre instalação da vacaria na Granja

Anulação do título de exploração pecuária pela CCDR foi um dos factores decisivos para o desfecho do processo. O Tribunal Central Administrativo Sul considerou que deixou de existir fundamento para a providência cautelar requerida pela Câmara de Vila Franca de Xira.

O Tribunal Central Administrativo Sul confirmou a decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa e rejeitou o recurso interposto pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira no processo relacionado com um terreno da Lezíria das Madrugas, na Granja de Alpriate, em Vialonga.
O município pretendia que o tribunal impedisse o proprietário do terreno de instalar gado bovino e de efectuar movimentações de terras, alegando riscos para a saúde pública, ambiente, segurança da população e equilíbrio hídrico da zona.
No entanto, os juízes consideraram que a autarquia não demonstrou a existência de um perigo actual, concreto e iminente que justificasse uma providência cautelar.
Relativamente à movimentação de terras, o tribunal concluiu que a câmara dispõe de mecanismos administrativos próprios para actuar, incluindo a possibilidade de ordenar a cessação dos trabalhos, instaurar processos de contra-ordenação, exigir a reposição do terreno ao estado anterior e executar coercivamente essas decisões. Por esse motivo, entendeu que o município não tinha necessidade de recorrer aos tribunais para obter essa tutela.
O acórdão destaca ainda que, entretanto, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR) anulou o título de exploração pecuária anteriormente emitido para o local e determinou a cessação da actividade. Para os juízes, essa decisão retirou fundamento ao argumento de que existia um risco iminente de instalação de uma vacaria.
O MIRANTE solicitou esclarecimentos ao município, mas ainda aguarda resposta. Perguntámos também ao dono do terreno, Francisco Clamote se pretende na mesma instalar uma vacaria, mas ainda sem resposta. Recorde-se que a população da Granja está contra aquele negócio tendo em conta os maus cheiros, as cheias durante o Inverno e a proximidade às casas. Chegaram a ser feitos protestos junto ao terreno e reuniões entre a população e a autarquia, conforme temos noticiado ao longo do processo.
Notícia completa para ler numa edição impressa de O MIRANTE

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