Sociedade | 25-06-2026 21:00

Escolas de Segunda Oportunidade dão futuro a jovens que ficaram para trás

Escolas de Segunda Oportunidade dão futuro a jovens que ficaram para trás
Paulo Macedo, director do Agrupamento de Escolas dos Templários - foto O MIRANTE

Tomar recebeu o 8.º Encontro Nacional de Iniciativas e Escolas de Segunda Oportunidade, uma iniciativa que juntou jovens, educadores, autarcas e instituições em torno de uma ideia simples mas decisiva: uma segunda oportunidade pode mudar uma vida.

A Escola Secundária Jácome Ratton, em Tomar, foi palco do 8.º Encontro Nacional de Iniciativas e Escolas de Segunda Oportunidade (E2O), que reuniu dezenas de jovens de várias regiões do país num dia marcado pela partilha de experiências, criatividade, debate e reflexão sobre educação, inclusão e futuro. A iniciativa juntou jovens, professores, técnicos, autarcas e representantes de instituições que trabalham no terreno com uma realidade muitas vezes invisível: a dos jovens que, por diferentes razões, se afastaram da escola, abandonaram precocemente o ensino ou não encontraram no sistema tradicional respostas capazes de os motivar e acompanhar.
As Escolas de Segunda Oportunidade procuram precisamente responder a esse vazio. Destinam-se a jovens entre os 15 e os 25 anos em situação de abandono escolar precoce, com baixas qualificações, desempregados ou em risco de exclusão social. O objectivo é claro: reconstruir percursos interrompidos e transformar histórias de afastamento em histórias de qualificação, integração social e entrada no mundo do trabalho. Durante o encontro, Luís Mesquita, presidente da E2O Portugal, sublinhou a urgência destas respostas, lembrando que continuam a existir jovens que abandonam a escola e a formação sem concluir a educação básica e sem desenvolver competências essenciais para a vida.
Paulo Macedo, director do Agrupamento de Escolas dos Templários, deixou o desejo de que o município de Tomar possa vir a aderir formalmente à rede de Escolas de Segunda Oportunidade de Portugal. Uma parceria desse género, defendeu, poderia ser particularmente benéfica para os jovens do concelho e da região, sobretudo se articulasse a escola com outras áreas fundamentais, como a acção social, o emprego e as respostas comunitárias. As autarquias locais podem ter um papel decisivo neste processo. Para além do apoio financeiro, são chamadas a ligar sistemas que muitas vezes funcionam de forma separada. Educação, acção social, emprego, instituições e famílias precisam de trabalhar em rede, criando circuitos de sinalização, encaminhamento, acompanhamento e avaliação que impeçam os jovens de se perderem entre serviços e burocracias, referiu.

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