Sociedade | 27-06-2026 12:00

Chineses que foram apanhados a produzir droga em Alcanhões já estão na prisão

Chineses que foram apanhados a produzir droga em Alcanhões já estão na prisão

A descoberta pela GNR de uma unidade de produção de canábis na antiga panificadora de Alcanhões veio revelar uma rede internacional chinesa que depois foi para o norte do país. Cerca de quatro meses depois, a Judiciária desmantelou a rede que já tinha armazéns no Porto e em Aveiro e os doze estrangeiros ficaram em prisão preventiva por decisão do juiz de instrução de Santarém.

Os doze chineses detidos pela Polícia Judiciária, suspeitos de integrarem uma rede internacional dedicada à produção de grandes quantidades de canábis, que foi descoberta a partir de uma operação na antiga panificadora de Alcanhões, concelho de Santarém, ficaram todos em prisão preventiva. As medidas de coacção foram divulgadas pela Procuradoria da República da Comarca de Santarém, cidade onde o caso vai ser julgado, depois de os suspeitos, detidos pela Polícia Judiciária nas zonas de Braga, Porto e Aveiro, terem sido presentes pelo Ministério Público a primeiro interrogatório.
Recorde-se que os agora detidos tinham montado uma sofisticada instalação de produção de canábis descoberta a 21 de Janeiro de 2025 em Alcanhões, concelho de Santarém. A investigação começou com a GNR, chamada ao local após quebras anómalas de energia eléctrica e denúncias de um cheiro esquisito e intenso por parte de moradores. Os técnicos da E‑REDES detectaram uma puxada ilegal à rede pública, o que levou à intervenção das autoridades. A complexidade da operação e os indícios de criminalidade organizada levaram o Ministério Público a transferir a investigação para a Polícia Judiciária (PJ).
Depois de descobertos em Alcanhões, os suspeitos abandonaram rapidamente a zona e instalaram‑se no Norte do país, onde continuaram a actividade criminosa em armazéns de grandes dimensões nos distritos do Porto e de Aveiro. Foi aí que a PJ desmantelou agora a rede e procedeu às detenções. A operação permitiu apreender 190 quilos de canábis já tratada e embalada a vácuo — quantidade que daria para cerca de 900 mil doses individuais — além de cinco mil plantas e equipamentos de cultivo em ambiente controlado. A PJ sublinha o “elevado nível de sofisticação” das estruturas desmanteladas.
Foram igualmente desmanteladas duas unidades de produção em larga escala, instaladas no Porto e em Aveiro, com características semelhantes às encontradas em Alcanhões. Cerca de três anos antes da descoberta, o edifício da panificadora de Alcanhões sofreu alterações visíveis, como a elevação dos muros e a colocação de chapas metálicas. A investigação apurou a existência de movimentos nocturnos de veículos, reforçando a suspeita de que o espaço estava a ser usado para fins ilícitos.

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