Classificação do Colete Encarnado como património imaterial continua esquecido na gaveta
Falta uma semana para a tradicional homenagem ao campino, ponto alto da festa do Colete Encarnado em Vila Franca de Xira. Mas há cinco anos que o processo de classificação da festa se arrasta na Direcção-Geral do Património Cultural. Da consulta pública realizada em 2023 nunca mais se soube nada e aquela entidade também não dá explicações sobre o assunto.
Vila Franca de Xira e os ribatejanos continuam, até ao dia de hoje, à espera de uma resposta da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) sobre a candidatura feita em 2021 para inscrição da festa do Colete Encarnado no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
Uma candidatura divisiva da opinião pública que tem estado a passar à margem e cinco anos depois da candidatura apresentada pela câmara municipal o processo continua sem qualquer evolução e aparenta estar em banho-maria. A consulta pública do processo esteve aberta durante 30 dias em Junho de 2023 mas, até hoje, pouco ou nada se soube sobre o assunto. E a própria DGPC, questionada por O MIRANTE sobre o assunto, não responde. Sabe-se que além de muitas manifestações de apoio da comunidade ribatejana e aficionada também responderam algumas associações ambientalistas e de protecção dos direitos dos animais, que se mostraram contra a classificação do Colete Encarnado como património imaterial. Evocaram sobretudo as esperas de toiros nas ruas como factores de alegada perigosidade para as crianças. O presidente da câmara, Fernando Paulo Ferreira, já disse anteriormente estar “muito seguro” da candidatura apresentada pelo município e ter esperança que essa classificação chegue a tempo da celebração do centenário da festa, que este ano cumpre a sua 94ª edição.
* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE


