Sociedade | 28-06-2026 21:00

Abrantes critica insuficiência dos apoios para responder a prejuízos das intempéries

Abrantes critica insuficiência dos apoios para responder a prejuízos das intempéries
FOTO DR

Os prejuízos provocados pela tempestade Kristin e pelas cheias no Tejo no concelho de Abrantes ascenderam a cerca de 16 milhões de euros, abrangendo estradas, linhas de água, espaços públicos, estruturas eléctricas, equipamentos de recreio e património municipal. Ainda há várias estradas por reparar.

O concelho de Abrantes aguarda ainda intervenções em estradas afectadas pelas cheias e pela tempestade Kristin, cinco meses após as intempéries, criticando a insuficiência dos apoios para responder a prejuízos estimados em mais de 16 milhões de euros (ME). "Até agora, as verbas que foram recebidas de apoios governamentais foram cerca de um milhão de euros, muito aquém das nossas expectativas e, sobretudo, muito aquém da necessidade para fazer face à destruição", afirmou à Lusa o presidente da Câmara de Abrantes.
Segundo Manuel Valamatos, os prejuízos provocados pela tempestade Kristin e pelas cheias no Tejo ascendem a cerca de 16 ME, abrangendo estradas, linhas de água, espaços públicos, estruturas elétricas, equipamentos de recreio e património municipal. Cinco meses depois das intempéries que atingiram o concelho, as acessibilidades continuam a ser a principal preocupação do município.
"Há um conjunto de estradas que precisam, com urgência, de voltar à normalidade", declarou Manuel Valamatos, apontando como exemplo a ligação entre Martinchel e Constância, que necessita de uma intervenção que classificou como "muito robusta e complexa". Além das vias municipais, mantêm-se condicionamentos em infraestruturas rodoviárias sob responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (IP), nomeadamente na Estrada Nacional 2 (EN2), na zona de Espinhaço de Cão, junto à cidade, e na EN118, de acesso ao Tramagal.

IP promete obras em estradas

Segundo informação transmitida pela IP ao município, deverá arrancar no terceiro trimestre deste ano uma empreitada para estabilização do talude na EN2, numa zona onde a circulação continua condicionada a uma faixa de rodagem. A IP prevê também intervenções em dois pontos considerados críticos da EN118, entre Abrantes e Tramagal, bem como trabalhos de estabilização junto ao acesso à ponte rodoviária sobre o rio Tejo.

Paralelamente, o município prepara procedimentos para avançar com obras em várias estradas municipais afectadas pelo mau tempo, procurando repor a circulação em troços que permanecem parcial ou totalmente obstruídos. Manuel Valamatos defende, contudo, que a recuperação do território exige um reforço dos apoios governamentais. "Precisamos muito de ter apoios que, infelizmente, cinco meses depois, ainda não estão a chegar", afirmou.
O autarca revelou ainda que irá reunir com a ministra do Ambiente para abordar as necessidades de recuperação do concelho, nomeadamente ao nível das linhas de água, espaço público e infraestruturas danificadas. "Temos de construir algumas infraestruturas com outra resiliência, com outra robustez, capazes de conseguir ultrapassar situações de tempestade como ocorreram agora", sustenta.

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