Sociedade | 28-06-2026 21:00

Infiltrações obrigam idosa a abandonar casa onde vive há 50 anos

Infiltrações obrigam idosa a abandonar casa onde vive há 50 anos
As marcas das infiltrações são bem visíveis nas divisões da casa de Guilhermina Guerra - foto DR

O apartamento de uma idosa de 84 anos, em Santarém, está inabitável devido às infiltrações com origem na cobertura do edifício, em Vale de Estacas, Santarém, onde o município também tem quatro fracções. A inexistência de condomínio constituído tem impossibilitado as necessárias obras de fundo.

Guilhermina Guerra, 84 anos, teve de deixar o apartamento onde vive há meio século, em Vale de Estacas, Santarém, devido às infiltrações causadas por problemas na cobertura do prédio, estando a viver, rotativamente, nas casas das filhas. O terceiro andar de que é proprietária tem as paredes e tectos marcados pelas infiltrações e as reparações que têm sido executadas ao longo dos anos pela Câmara de Santarém não solucionaram o problema.
O prédio necessita de obras de fundo na cobertura, com orçamento que pode rondar os 10 mil euros. Mas a intervenção não tem condições de avançar enquanto não for constituído o condomínio, a quem caberá pagar os custos das obras em áreas comuns, como é o caso da cobertura. O edifício, na Rua Comandante José Carvalho, tem dez fracções (oito apartamentos mais duas caves), sendo que quatro dos apartamentos pertencem à Câmara de Santarém, o que faz da autarquia também parte interessada na questão.
A família de Guilhermina Guerra começou a expor o problema à Câmara de Santarém há mais de uma década, quando pediu que fosse verificado o estado da cobertura. E alega que os “remendos” feitos pelo município no telhado não deram o resultado esperado. E com as tempestades do último Inverno as infiltrações agravaram-se no terceiro andar de Guilhermina Guerra, o mais alto do prédio.
O vereador da Câmara de Santarém com o pelouro das Obras Municipais, Pedro Gouveia, confirma que é imperiosa a constituição do condomínio para a realização das obras de fundo, dizendo que actualmente está em curso esse processo. Assim que as obras forem feitas, o município pagará a parte que lhe compete, garantiu. “O que tínhamos hipótese de fazer com meios próprios fomos fazendo”, acrescentou o autarca, reconhecendo que foram realizados trabalhos “paliativos” que não asseguraram a resolução cabal do problema.

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