Fórum do Conhecimento junta 370 participantes para falar de emoções, empatia e conflitos
Abrantes levou para dentro da escola uma conversa sobre a saúde emocional dos jovens. O Fórum do Conhecimento juntou cerca de 370 participantes em duas sessões dedicadas às emoções, ao bem-estar e à empatia.
O Fórum do Conhecimento juntou cerca de 370 participantes em duas escolas de Abrantes para falar de emoções, saúde mental, empatia e bem-estar. A iniciativa, que decorreu quinta-feira, 25 de Junho, mostrou que a educação se constrói na capacidade de escutar, sentir e compreender o outro. Sob o tema “Emoções e Bem-estar”, o Fórum do Conhecimento quis dar aos jovens ferramentas para lidarem melhor consigo próprios, com os outros e com os conflitos que atravessam o quotidiano escolar e familiar.
A primeira sessão decorreu na Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, onde a psicóloga clínica Maria Miguel Barbosa conduziu a conversa “Sinto, logo existo”, dirigida sobretudo aos alunos do ensino profissional. Perante 120 participantes, a sessão centrou-se na importância de reconhecer emoções, dar-lhes nome e perceber que o bem-estar também se aprende. O segundo momento realizou-se na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, com a presença do escritor Pedro Chagas Freitas, que levou ao auditório uma reflexão marcada pela experiência pessoal, pela doença do filho, pelo luto e pela forma como a alegria pode ser uma resposta possível ao medo. A palestra contou com 250 participantes e foi um dos momentos mais marcantes desta edição do Fórum.
Esta edição do Fórum do Conhecimento colocou no centro da discussão o desenvolvimento de competências socioemocionais como instrumento de prevenção e resolução de conflitos. Num contexto escolar onde os problemas de relacionamento, ansiedade, isolamento e pressão emocional são cada vez mais evidentes, a iniciativa assumiu uma dimensão que ultrapassa o calendário de actividades, segundo a autarquia. As sessões de abertura estiveram a cargo da vereadora Raquel Olhicas, que sublinhou a importância de continuar a valorizar a dimensão humana da educação.


