Núcleo de Tomar da Liga dos Combatentes assinala 100 anos de memória e serviço
Comemorações do centenário decorreram com homenagens aos combatentes, cerimónias solenes, exposições e reconhecimento aos associados.
O Núcleo de Tomar da Liga dos Combatentes celebrou um século de existência com um programa comemorativo que juntou memória, homenagem e reconhecimento público pelo serviço prestado pelos antigos combatentes. As iniciativas decorreram nos dias 1, 3, 5 e 7 de Junho e incluíram cerimónias oficiais, exposições e momentos de evocação histórica. Na manhã de 7 de Junho realizou-se uma homenagem aos mortos da Primeira Guerra Mundial e aos combatentes da Guerra do Ultramar, junto ao Monumento dos Combatentes, na Várzea Grande, em Tomar. O momento marcou uma das cerimónias centrais das comemorações, evocando os militares que serviram o país e preservando a memória dos que perderam a vida em contexto de guerra.
As comemorações terminaram no claustro do Convento de São Francisco, com a entrega de diplomas de “Testemunho de Apreço” aos sócios que completaram 50 e 25 anos de ligação à instituição. A sessão incluiu ainda a assinatura de um protocolo entre a Direcção-Geral de Armamento e Património da Defesa Nacional e a Liga dos Combatentes. Na sessão solene, o presidente da direcção do Núcleo de Tomar da Liga dos Combatentes, Luís Garcia, sublinhou que o centenário não representa apenas uma evocação do passado, mas também uma homenagem ao serviço prestado ao Estado e ao exemplo deixado às gerações futuras. O dirigente destacou a importância de a instituição continuar próxima dos associados, reforçando a preservação do legado dos antigos combatentes e agradecendo a todos os que contribuíram para os 100 anos de história do núcleo. Luís Garcia salientou ainda os avanços alcançados em benefício dos antigos combatentes, dando como exemplo o acesso ao Hospital das Forças Armadas, uma medida há muito reivindicada. Para o presidente do Núcleo de Tomar, trata-se de um reconhecimento concreto do serviço prestado à Nação e de uma resposta a uma das aspirações defendidas pela Liga dos Combatentes.
A cerimónia contou também com a presença do presidente da Direcção Central da Liga dos Combatentes, Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues, que destacou o programa de modernização e inovação em curso na instituição. O responsável sublinhou o objectivo de garantir melhores condições de funcionamento e instalações dignas para todos os núcleos do país. Na sua intervenção, Joaquim Chito Rodrigues realçou ainda o papel da Liga dos Combatentes na preservação da memória, no apoio social aos antigos combatentes e suas famílias e na transmissão dos valores de serviço, solidariedade e cidadania às gerações mais jovens.


