Sociedade | 01-07-2026 12:09

Inteligência Artificial e futuro incerto marcam arranque da QSP Summit

AI IA inteligencia artificial
foto ilustrativa

O impacto da Inteligência Artificial na economia e a dificuldade crescente em antecipar o futuro estiveram no centro das preocupações no arranque da QSP Summit, que decorre na Exponor, em Matosinhos. Líderes empresariais e autarcas defenderam que, num mundo em mudança acelerada, já não basta reagir: é preciso antecipar, inovar e preservar a dimensão humana.

A imprevisibilidade do futuro e o avanço da Inteligência Artificial dominaram o arranque da 19.ª edição da QSP Summit, que decorre na Exponor, em Matosinhos, no distrito do Porto. Depois de um primeiro momento realizado na terça-feira, no Porto, a sessão de boas-vindas desta quarta-feira, 1 de Julho, colocou a tecnologia, a liderança e a incerteza no centro do debate.
A presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, destacou o peso crescente da Inteligência Artificial e do “domínio do algoritmo” nas discussões sobre o futuro, mas deixou um alerta sobre aquilo que a tecnologia não consegue substituir. Para a autarca, apesar das novas soluções que a IA apresenta todos os dias, a relação humana, a empatia e a proximidade continuam a ser essenciais.
Luísa Salgueiro sublinhou ainda que o mundo vive hoje sob a influência de lideranças internacionais imprevisíveis, o que torna mais difícil planear o futuro e obriga empresas, instituições e decisores a prepararem-se para cenários marcados pela incerteza. Nesse contexto, considerou que a QSP Summit assume importância acrescida ao juntar em Matosinhos referências internacionais, nacionais e locais.
A autarca socialista aproveitou também a ocasião para criticar a ausência de membros do Governo no evento, contrastando essa ausência com a atenção que, segundo afirmou, costuma ser dada a iniciativas realizadas em Lisboa. Para a sessão estava prevista a presença do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado.
Também o presidente da Associação Empresarial de Portugal, Luís Miguel Ribeiro, defendeu que a economia vive um tempo em que já não basta adaptar ou reagir. Na sua intervenção, afirmou que os períodos de maior transformação são também aqueles que abrem mais oportunidades a quem tem capacidade de inovar e coragem para agir antes dos outros.
O fundador da QSP, Rui Ribeiro, resumiu o espírito do encontro numa pergunta que atravessa empresas, instituições e lideranças: o que fazer quando o mundo muda mais depressa do que os planos? Para o responsável, os temas mudaram rapidamente nos últimos anos. Se antes se falava sobretudo de transformação digital, hoje discute-se Inteligência Artificial; se antes se procurava previsibilidade, agora fala-se de resiliência e de liderança em contexto de incerteza.

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