Mais de 19 milhões para tirar a saúde da Lezíria do atraso estrutural
Hospital de Santarém e unidades de saúde primárias vão ser alvo de 29 projectos de modernização até 2030, num investimento que inclui novos equipamentos, requalificação de serviços, reforço tecnológico e obras em áreas críticas.
A Unidade Local de Saúde da Lezíria está a executar um investimento superior a 19 milhões de euros na modernização de equipamentos, infraestruturas e serviços, num plano que pretende reforçar a resposta assistencial a mais de 205 mil utentes dos nove concelhos da Lezíria do Tejo. A operação, financiada maioritariamente por fundos do Portugal 2030, integra 29 projectos com horizonte até 2030 e abrange o Hospital Distrital de Santarém e as unidades de cuidados de saúde primários. A aposta passa sobretudo pela renovação tecnológica, com a aquisição de equipamentos de imagiologia, material cirúrgico, sistemas de monitorização e novas soluções informáticas para modernizar processos clínicos e administrativos. Está também prevista a compra de 146 camas hospitalares eléctricas, numa tentativa de melhorar as condições de internamento e a segurança dos doentes.
Em curso está ainda um programa de requalificação de vários serviços, incluindo medicina, cirurgia, obstetrícia/neonatologia e psiquiatria. Entre as novidades destaca-se a criação de uma Unidade de Cuidados Intermédios de Medicina Interna, considerada essencial para dar resposta a doentes que exigem vigilância reforçada, mas que não necessitam de cuidados intensivos. O plano contempla igualmente novas infraestruturas, como um edifício dedicado à psiquiatria e pedopsiquiatria, uma unidade de preparação de citotóxicos, uma nova base da VMER e a renovação de redes críticas, nomeadamente no abastecimento de água e sistema eléctrico. Estão ainda previstos investimentos em áreas como a hematologia, a saúde mental, centros de diagnóstico e a futura instalação de um robô cirúrgico.
A ULS Lezíria pretende, com este pacote de investimento, aumentar a qualidade dos cuidados, tornar a instituição mais atractiva para profissionais de saúde e responder ao crescimento da procura numa região em expansão demográfica. Foram recentemente recrutados profissionais para várias especialidades e nove médicos de família, que deverão reforçar os cuidados primários e abranger cerca de 14 mil utentes. As obras em curso vão provocar constrangimentos, sobretudo com ruído, poeiras e alterações temporárias no funcionamento de alguns espaços, mas a instituição sublinha que a modernização exige adaptação por parte de trabalhadores e utentes.


