Tribunal condena grupo que furtava cemitérios e casas também no distrito de Santarém
Quatro arguidos foram condenados a penas efectivas de prisão entre quatro e nove anos. O processo envolve furtos em cemitérios, viaturas e residências em vários distritos, incluindo Santarém.
O Tribunal de Leiria condenou quatro arguidos a penas efectivas de prisão, entre os quatro e os nove anos, por uma vaga de furtos que atingiu cemitérios, viaturas e residências em vários pontos do país, incluindo o distrito de Santarém. Outros quatro arguidos receberam penas suspensas. A pena mais pesada, nove anos de cadeia, foi aplicada a um homem de 28 anos, condenado por 13 crimes de furto qualificado, dois de furto simples e dois de dano qualificado. Um segundo arguido, de 27 anos, foi condenado a sete anos de prisão por 11 crimes. Foram ainda aplicadas penas efectivas de quatro anos a um homem de 34 anos e de cinco anos e nove meses a uma mulher de 30 anos, esta última condenada por 17 crimes.
O colectivo de juízes sublinhou a “audácia” do grupo, o alarme social provocado pelo modo de actuação e a gravidade dos prejuízos causados. O tribunal teve ainda em conta a falta de colaboração dos arguidos, a ausência de reparação voluntária às vítimas e a dispersão territorial dos crimes, que abrangeram os distritos de Leiria, Lisboa, Coimbra, Santarém, Évora e Setúbal. Entre os bens furtados estavam metais, estatuetas religiosas, bases em mármore e granito, televisões, equipamentos electrónicos, uma máquina fotográfica, um relógio e veículos. A GNR tinha anunciado, em Junho de 2025, a detenção de três homens e duas mulheres suspeitos de mais de uma centena de furtos. Alguns arguidos foram ainda condenados a pagar indemnizações a lesados, entre 250 e 4.000 euros, além de quantias ao Estado que chegam aos 20.557 euros. Uma empresa de reciclagem de sucatas acabou absolvida dos crimes de recetação de que estava acusada.


