Tejo Ambiente põe 14 milhões no terreno para reforçar água e saneamento no Médio Tejo
Empresa intermunicipal tem 4,8 milhões de euros já aprovados e em execução e mais 9,5 milhões em candidaturas. Urqueira, Alqueidão e Olival, em Ourém, estão entre as frentes de obra prioritárias.
A Tejo Ambiente tem em marcha um pacote de investimentos superior a 14,3 milhões de euros para modernizar redes de abastecimento de água e saneamento, reduzir perdas e preparar os sistemas públicos para os desafios climáticos. A empresa intermunicipal, com sede em Ourém e responsável por seis concelhos do Médio Tejo, tem já 4,8 milhões de euros em obras aprovadas e em execução, estando outros 9,5 milhões dependentes de candidaturas ao Portugal 2030. Entre as intervenções no terreno está a expansão da rede de saneamento na freguesia de Urqueira, no concelho de Ourém, uma obra há muito reclamada por populações que continuam a viver sem uma resposta plena em matéria de águas residuais. A empresa destaca ainda a expansão das redes de saneamento na localidade de Alqueidão, através dos Instrumentos Territoriais Integrados, e a construção do Emissário do Olival E2.1 – Parte B, também em Ourém.
Em fase de análise estão candidaturas para intervenções nos concelhos de Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha. Os projectos incluem renovação e ampliação de redes de abastecimento de água e saneamento, reforço da telemetria, melhoria da eficiência hídrica e modernização de infraestruturas consideradas estratégicas. A Tejo Ambiente salienta ainda a candidatura para a remodelação e modernização da ETAR do Alto Nabão, em Ourém, uma intervenção que deverá aumentar a capacidade e a eficiência do tratamento de águas residuais.
O presidente do conselho de administração da Tejo Ambiente, Tiago Carrão, afirma que estes investimentos representam “uma aposta clara na modernização dos serviços públicos essenciais”, contribuindo para sistemas “mais eficientes, resilientes e sustentáveis”. O responsável sublinha também que o plano reforça o papel da empresa na sustentabilidade ambiental e na coesão territorial. Em Março, Tiago Carrão tinha adiantado que a Tejo Ambiente previa investir cerca de 16 milhões de euros em 2026, num orçamento global de 27 milhões. Desde a sua criação, em 2019, a empresa já investiu cerca de 39 milhões de euros e reduziu a água não facturada de 51,6% para 36%, um indicador ainda elevado, mas que traduz uma melhoria no combate às perdas. A médio prazo, até 2030, a Tejo Ambiente ambiciona alcançar a universalidade dos serviços de água e saneamento, reforçar a eficiência ambiental e económica e promover maior solidariedade social no acesso aos serviços públicos essenciais.


