IP anuncia obras na EN2 em Abrantes e mantém circulação condicionada
Intervenção vai incidir num troço muito movimentado junto à cidade, onde o trânsito circula alternadamente, regulado por semáforos, desde os deslizamentos de terras do último Inverno.
A Infraestruturas de Portugal (IP) vai investir 1,3 milhões de euros (ME) na estabilização do talude da EN2, em Abrantes, prevendo lançar a empreitada no terceiro trimestre e manter a circulação alternada até à conclusão dos trabalhos. Segundo informação enviada pela IP à Lusa, a intervenção incidirá na zona de Espinhaço de Cão, um troço junto à cidade muito movimentado e onde o trânsito circula alternadamente, regulado por semáforos, desde os deslizamentos de terras provocados pelos episódios de precipitação intensa associados às tempestades do último Inverno.
De acordo com a IP, "da avaliação técnica realizada concluiu-se que o talude apresenta instabilidade geotécnica e risco potencial de ocorrência de novos movimentos de massa", situação que justificou a implementação de medidas de mitigação e a manutenção da circulação alternada por razões de segurança.
A IP indica que o projecto contempla "estruturas de contenção e revestimento dos taludes, sistemas de drenagem superficial e profunda, bem como a reposição e melhoria das condições de drenagem da plataforma rodoviária", soluções destinadas a estabilizar definitivamente a encosta adjacente à estrada, encimada pelo castelo da cidade. A empreitada será adjudicada em regime de concepção-construção, cabendo ao empreiteiro elaborar o projecto de execução e realizar a obra, num prazo global de 120 dias.
O lançamento do procedimento de contratação e a respectiva consignação estão previstos para o terceiro trimestre deste ano, tendo o concurso um preço base de 1,3 milhões de euros (ME). Até à conclusão da intervenção, "a circulação rodoviária manter-se-á condicionada até à conclusão dos trabalhos de estabilização e reposição integral das condições de segurança da infraestrutura", refere a IP.
O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, afirmou à Lusa aguardar o arranque das intervenções previstas pela IP na Estrada Nacional (EN) 2, bem como em troços da EN118 e no talude junto à ponte rodoviária sobre o Tejo, considerando que as acessibilidades continuam a ser uma das principais preocupações do município cinco meses após a tempestade Kristin e as cheias.


