Sociedade | 05-07-2026 15:00

Mais de 600 pombos capturados no centro histórico de Coruche

Mais de 600 pombos capturados no centro histórico de Coruche

Câmara de Coruche pediu a colaboração dos proprietários para permitir a colocação de armadilhas nos locais considerados mais eficazes. Nos últimos três meses foram capturadas e abatidas 623 aves.

A Câmara Municipal de Coruche reforçou a campanha de captura de pombos no centro histórico da vila, depois de terem sido capturados 623 animais nos últimos três meses, uma média superior a 200 por mês, revela o presidente do município, Nuno Azevedo. Segundo o autarca, a empresa responsável pela operação foi contactada pela câmara para aumentar o número de armadilhas e alargar os locais de intervenção, numa tentativa de intensificar as capturas nas zonas onde a presença das aves tem causado maiores constrangimentos. O destino dos animais capturados é o previsto na lei, ou seja, primeira são congelados e depois incinerados.
Nuno Azevedo apelou e agradeceu aos proprietários que têm facilitado o acesso aos edifícios para a instalação das armadilhas nos pontos que a empresa considera mais eficazes. No dia 23 de Junho foram colocadas mais duas armadilhas, num reforço justificado pela necessidade de aumentar o número de capturas. O autarca explicou que há zonas do centro histórico onde proprietários e residentes consideram que os pombos estão a provocar danos nos algerozes e noutros equipamentos colocados nos telhados das habitações.
O problema da proliferação de pombos já tinha sido levantado em reuniões do executivo municipal, designadamente por Bruno Coelho, residente na Fajarda, que apontou a situação na zona do Largo Porto João Felício e da Avenida do Sorraia. O munícipe classificou como “uma vergonha” o cenário de um telhado de um prédio reabilitado “completamente cheio de pombos”, que descreveu como “um autêntico dormitório”, associando a praga ao abandono de edifícios devolutos nas imediações.
Na altura, Nuno Azevedo explicou que o município já tinha contratualizado uma empresa para proceder à captura dos animais, sublinhando que se trata de um trabalho que exige continuidade e que existem períodos mais adequados para a captura. O autarca admitiu que a praga nunca será eliminada, mas pode ser controlada, alertando que, quando a intervenção é interrompida, a população de pombos volta a aumentar.
Recorde-se que o presidente da câmara municipal veio reconhecer ainda a necessidade de um regulamento que responsabilize os proprietários de imóveis onde os pombos nidificam e admitiu que o problema já não se limita ao centro histórico, estendendo-se a zonas como o Bairro Novo e a Urbanização das Baleias.

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