Sociedade | 05-07-2026 15:00

Sindicato diz que novos bombeiros no Couço nascem da falta de resposta da Câmara de Coruche

equipamentos bombeiros
foto ilustrativa

A nova associação humanitária do Couço foi constituída a 17 de Junho, mas o Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores entende que a solução deveria passar pelo reforço dos Bombeiros Municipais de Coruche e pela reactivação da secção do Couço.

O Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS) criticou a criação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Couço e acusou a Câmara de Coruche de falta crónica de investimento nos bombeiros municipais, considerando que essa ausência de resposta está na origem da nova corporação.
A posição surge depois de a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Couço ter sido legalmente constituída, a 17 de Junho, com a assinatura da escritura pública, dando corpo a um projecto há muito reclamado por moradores da freguesia, que defendem uma resposta de proximidade na protecção e socorro à população. Para o SNBS, a Câmara de Coruche tem sido alertada “ao longo dos anos” para a falta de investimento nos Bombeiros Municipais de Coruche, situação que, segundo o sindicato, tem gerado constrangimentos e colocado em causa a capacidade de resposta operacional do corpo de bombeiros e o socorro prestado à população, “nomeadamente na freguesia do Couço”.
O sindicato considera que, perante aquilo que classifica como “indiferença” do presidente da Câmara de Coruche no investimento em recursos humanos e meios operacionais, um grupo de moradores do Couço, freguesia com pouco mais de dois mil habitantes, decidiu avançar com a criação de uma associação humanitária, tendo já solicitado apoio ao município, designadamente financeiro, para iniciar a actividade operacional.
Na leitura do SNBS, faria mais sentido que os munícipes se juntassem à petição promovida pelo sindicato e exigissem, em conjunto, que a autarquia investisse nos bombeiros municipais e procedesse à reactivação da secção do Couço, em vez de criarem uma associação humanitária para pedir investimento público. O sindicato classifica a situação como “caricata” e entende que a factura acabará por recair sobre os contribuintes.
O SNBS sublinha que a Câmara de Coruche tem o “privilégio”, cada vez mais raro, de dispor de um corpo de bombeiros integrado na sua estrutura orgânica, o que, no entender do sindicato, permite desenvolver uma política local de protecção civil alinhada, articulada e eficiente, ao contrário do que sucede noutros municípios, que dependem de associações humanitárias de bombeiros para assegurar o socorro.
Recorde-se que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Couço apelou à população do Couço, aos emigrantes, aos amigos da terra e a todos os que acreditam no projecto para que se juntem à instituição, através da inscrição de sócios e da disponibilidade para o voluntariado. As quotas, segundo a estrutura, serão canalizadas para a aquisição de equipamentos, formação, instalações e meios necessários ao futuro funcionamento dos Bombeiros Voluntários do Couço.
O presidente da Câmara de Coruche, Nuno Azevedo (PS), já tinha manifestado disponibilidade para apoiar o processo, admitindo que o município poderia ser parceiro na constituição da associação e na procura de instalações adequadas. O autarca considerou mesmo que essa poderia ser “das melhores soluções neste momento para o Couço em termos de socorro”.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias