IP empurra para 2027 reparações das vias mais danificadas de Arruda dos Vinhos
Câmara de Arruda dos Vinhos reuniu-se com responsáveis da Infraestruturas de Portugal para ficar a conhecer o cronograma do que vai ser feito e as notícias não são animadoras. Carlos Alves, presidente do município, promete continuar a pressionar aquele organismo público.
A Infraestruturas de Portugal (IP) já tem delineada a estratégia para reabilitar a rede rodoviária do concelho de Arruda dos Vinhos, fortemente afectada e em grande parte destruída pelas intempéries do último Inverno. O plano abrange intervenção num total de 11 ocorrências registadas na região, mas os condutores que utilizam as vias secundárias e os principais eixos de ligação terão de munir-se de uma dose extra de paciência nos próximos meses: as obras estruturais mais complexas e os troços com maior volume de tráfego degradado são precisamente os que vão demorar mais tempo a ficar reparados, avisou a IP, em reunião à porta fechada com o município na última semana.
No topo da lista das intervenções mais demoradas está a EN 248 (entre os km 15,7 e 25,2), inserida na Fase 2 de Conservação Correctiva da IP. Por se tratar de um agravamento de condições pré-existentes e não se enquadrar no regime de contratação especial, o projecto está ainda em fase de revisão para o lançamento de um concurso público geral. A IP prevê que a consignação da obra só aconteça entre o 4.º trimestre de 2026 e o 1.º trimestre de 2027.
Prazos igualmente extensos e contornos complexos marcam também várias empreitadas da Fase 3 dos trabalhos, focado na reconstrução das vias mais afectadas. A EN 248 (km 26,4 - Vila Franca de Xira), uma via com impacto muito acentuado em Arruda dos Vinhos, encontra-se interrompida. O projecto para uma reparação provisória está a ser concluído para avançar no 4.º trimestre de 2026, mas a solução definitiva ainda terá de passar por concurso público pelo regime geral. Já a EN115 (km 65) e a reparação do talude encontra-se num impasse burocrático. O projecto de execução está em curso, mas a obra depende de uma intervenção prévia do proprietário confinante, que terá de demolir construções abarracadas ilegais na crista do talude, num processo gerido em articulação com a autarquia.
Já para os troços onde a circulação está completamente cortada mas cujo processo avançará por ajuste directo, as perspectivas da IP são ligeiramente melhores, apontando para uma conclusão no 3.º trimestre de 2026. Nelas incluem-se os trabalhos na EN115, aos quilómetros 64, 65 e 67, com projectos já entregues e prevendo-se a consignação da empreitada a curto prazo.
Câmara promete pressionar
Na vertente oposta, os trabalhos de reacção imediata à emergência (conhecidos por fase 1) são os que estão mais avançados. No caso da EN 248-2 (km 3,1 e 3,5), a consignação da obra foi feita a 18 de Maio, contando com um prazo de execução de 120 dias para estar finalizada. Já a ocorrência na EN 248 (km 23,55) tem a sua previsão de resolução apontada para o 3.º trimestre de 2026.
O presidente do município, Carlos Alves (PS), ficou a conhecer o cronograma apresentado pela IP e pediu ao organismo estatal para que não deixe de ter Arruda dos Vinhos no topo da sua lista de prioridades, tendo exigido soluções céleres e estruturadas para as vias da tutela da IP.


