Sociedade | 06-07-2026 18:00

Novo cais do Escaroupim vai adaptar-se às marés e melhorar atracagem de barcos turísticos

Novo cais do Escaroupim vai adaptar-se às marés e melhorar atracagem de barcos turísticos
Cais do Escaroupim vai ter nova solução flutuante para responder às variações do Tejo - foto O MIRANTE

A estrutura actual do cais do Escaroupim, danificada pelas intempéries e pelas cheias do Tejo, será retirada para dar lugar a uma solução mais flexível, pensada para melhorar a segurança, a mobilidade e a actividade dos operadores turísticos.

A Câmara de Salvaterra de Magos lançou o concurso público para a empreitada de concepção e execução da reabilitação do cais fluvial do Escaroupim, infraestrutura que ficou muito danificada pelas intempéries e pelas cheias registadas no início do ano. A proposta foi aprovada em reunião de câmara e a presidente do município, Helena Neves, explicou que os serviços municipais concluíram o lançamento do concurso, que inclui também a elaboração do projecto.
Em declarações a O MIRANTE, a autarca recordou que o cais ficou com estacas partidas na sequência do mau tempo e que, apesar de existir actualmente uma estrutura provisória, esta não reúne as condições de dignidade e dimensão consideradas necessárias para potenciar a actividade económica, em particular a dos operadores turísticos. A empreitada tem um preço base global de 244 mil euros, repartido entre 235 mil euros para a obra e nove mil euros para o projecto, a que acresce o IVA. O procedimento prevê um prazo de execução de 150 dias.
Segundo Helena Neves, a autarquia canalizou cerca de 300 mil euros, através de uma alteração orçamental, para resolver o problema do cais, mas está preocupada com a capacidade de resposta das empresas, tendo em conta o volume de obras que decorre no país depois dos danos provocados pelas tempestades do início do ano. Ainda assim, a presidente da câmara afirmou que o município fará tudo para concretizar a intervenção até ao final do ano.
A principal mudança prevista passa pela substituição integral do cais principal. Ao contrário da estrutura fixa actual, o novo cais deverá permitir a subida e descida da plataforma, não apenas na zona final onde ficam atracados os barcos, mas também na restante estrutura de acesso. De acordo com a presidente da câmara, a solução terá semelhanças com a existente no Cais da Vala, embora com um projecto diferente. A grande alteração será, frisou, a adaptabilidade às marés, procurando evitar que se repitam os problemas causados pela rigidez da estrutura actual.
A intervenção pretende também responder a necessidades manifestadas pelos operadores turísticos, aumentando a capacidade de atracagem. O programa preliminar prevê um passadiço com uma extensão mínima de 34 metros e dois metros de largura, bem como um cais flutuante com 24 metros de comprimento e 2,5 metros de largura, permitindo a atracagem de seis barcos ligados à actividade turística.
Outro objectivo é melhorar as condições de mobilidade, sobretudo em períodos de maré baixa. O novo estudo prevê uma passadeira mais comprida, reduzindo o declive e permitindo a realização de mais viagens mesmo em situações de maré baixa. A autarquia pretende ainda alargar o deck, deixando livre o corredor da frente, para que as embarcações que visitam o Escaroupim tenham sempre espaço para atracar. Fora deste concurso ficará a reabilitação dos cais dos pescadores, que a câmara também pretende refazer, mas através de outro procedimento.

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