Sociedade | 07-07-2026 17:55

Câmara de Almeirim recusa-se a intervir na estrada municipal 1390

Câmara de Almeirim recusa-se a intervir na estrada municipal 1390

Um morador dos Foros de Benfica alega más condições da estrada camarária 1390, mas o presidente da Câmara de Almeirim garante que não há motivos para alterar o traçado

A estrada, que liga os Foros de Benfica à Nacional 114 e às Fazendas de Almeirim, está a preocupar moradores que pretendem um alargamento da via e acabar com uma curva e contracurva em cotovelo, mas o presidente da Câmara de Almeirim garante que não há motivos para intervir no traçado e que a via não pode ser tratada como uma estrada nacional.

A estrada camarária 1390, utilizada como alternativa sempre que há interrupções na EN114, tem sido motivo de apreensão para vários moradores dos Foros de Benfica. António Chamusca, leitor de O MIRANTE, pediu ao jornal para observar o perigo que, diz, a via representa. Segundo o morador, a estrada é estreita, tem bermas irregulares, pouca visibilidade durante a noite e não está devidamente marcada. “Quem se chega à berma corre o risco de se despistar”, afirma, acrescentando que já ali morreu um funcionário da Câmara de Almeirim.

Contactado por O MIRANTE, o presidente da autarquia, Joaquim Catalão, afasta a possibilidade de grandes intervenções na via e explica que a estrada “não pode ser considerada uma estrada nacional pelas características que tem”, realçando que as pessoas que a utilizam sabem que têm de circular com precaução. O autarca sublinha que a EM1380 foi criada essencialmente como acesso agrícola, servindo para ligar propriedades e campos, embora seja usada pelos automobilistas como percurso alternativo.

O autarca garante que não há registo de sinistralidade grave que justifique alterações profundas ao traçado, realçando que o acidente com o funcionário da autarquia não se deveu às condições da via. “Se houvesse dados de sinistralidade poderíamos questionar alterações à estrada”, afirma.

Sobre as duas curvas apertadas, ambas a 90 graus, o presidente explica que não se justifica a sua eliminação sem causar prejuízos significativos aos proprietários dos terrenos. “Acabar com essas curvas significaria cortar ao meio propriedades agrícolas, retirando-lhes valor”, frisa, realçando que não há registo de acidentes graves neste local.

Apesar das queixas de moradores, a autarquia mantém que a estrada cumpre a função para que foi criada e que não estão previstas intervenções estruturais no imediato.

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