Falta de acessos em caso de incêndio preocupa moradores de Arruda dos Vinhos
Desde as intempéries que os acessos ao lugar da Mata em Arruda dos Vinhos estão condicionados e inacessíveis a viaturas pesadas dos bombeiros. Corporação admite preocupação e os moradores pedem soluções urgentes ao município antes que as vivendas "ardam todas".
Com o aumento das temperaturas e o aviso vermelho no país devido ao calor, os moradores do lugar da Mata em Arruda dos Vinhos estão preocupados e temem uma tragédia caso um incêndio chegue ao local. É que desde as intempéries de Fevereiro que os principais acessos ao lugar estão condicionados e não permitem o acesso a viaturas pesadas de bombeiros.
“O mínimo que podiam fazer era irem lá com uma máquina e abrir o caminho, que está interrompido. Se houver um fogo na Mata ardem as vivendas todas. Sei que isto não dá votos e entendo que possa haver situações mais complicadas, mas se houver um fogo os bombeiros não passam e aquilo será tudo destruído”, alertou Paulo Martins, residente no lugar da Mata, em reunião do executivo.
Ouvido por O MIRANTE, o comandante dos bombeiros de Arruda dos Vinhos, Pedro Pereira, confirma preocupação com a falta de acessos ao lugar da Mata, especialmente para veículos pesados de combate a incêndios. “Estamos obviamente preocupados e é uma situação que já devia ter sido resolvida. A câmara precisa de abrir esse caminho mas percebo que para isso precise de ter indicação das zonas a intervir. A falta de acesso à Mata é neste momento uma preocupação de todos”, explica. O responsável reconhece, no entanto, que o município tem feito um trabalho “exemplar num curto espaço de tempo” para repor caminhos, face ao avultado estado de destruição deixado no último inverno. “Admito que não se consiga chegar a todo o lado. E mesmo que queiram contratar uma empresa para limpar os terrenos não há gente disponível”, lamenta o comandante da corporação.
Na resposta o presidente do município garante que não deixará que o lugar da Mata “arda todo” e que vai ser programada uma acção de limpeza. “Não vamos deixar que isso aconteça mas temos muitas situações urgentes também por resolver e estamos a tentar”, afirmou.


