Sociedade | 08-07-2026 12:00

Morador queixa-se de abandono dos espaços públicos na Póvoa e Forte da Casa

jardim relva por cortar ilustrativ
foto ilustrativa

Ervas altas, sistemas de rega avariados e resíduos abandonados estão entre os problemas apontados por moradores da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa. Junta de freguesia admite que os meios actuais são insuficientes e promete melhorias nos próximos meses.

Um morador da Póvoa de Santa Iria denunciou aquilo que considera ser um estado de degradação dos espaços públicos da freguesia e questionou a capacidade das entidades responsáveis para garantir a sua manutenção. Hugo Lopes junta-se ao rol de cidadãos que têm feito chegar imagens ao nosso jornal, e muitas delas expostas nas redes sociais, onde é possível ver a falta de corte de vegetação e lixo em várias zonas da cidade.
Hugo Lopes fez chegar o seu descontentamento à União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa e à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, exemplificando que na Praceta Ramalho Ortigão foi abandonado um móvel há mais de dois meses sem que ninguém o tivesse recolhido e que um pássaro morto esteve vários dias para ser recolhido do espaço público. Na reclamação, o residente aponta ainda para as ervas e vegetação por cortar em vários espaços públicos da Póvoa de Santa Iria, referindo que, em alguns locais, atingem alturas superiores a metro e meio.
Hugo Lopes considera ainda que a falta de manutenção dos espaços públicos contrasta com os anúncios recentes da intenção de instalar parquímetros, defendendo que os munícipes esperam ver os seus impostos traduzidos numa maior atenção à limpeza e conservação da freguesia.

Junta vai contratar empresas para manter espaços verdes
Contactado por O MIRANTE, o presidente da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa reconhece o problema e lamenta que as alterações às equipas de funcionários da junta não estejam a dar o resultado esperado. Perante este cenário, o autarca avança que vai abrir concurso para que sejam empresas a efectuar a desmatação de terrenos e a manutenção dos passeios, numa área superior a 126 mil metros quadrados, tanto na Póvoa de Santa Iria como no Forte da Casa.
Outro problema tem a ver com os sistemas de rega, que estão praticamente todos avariados. “O que aconteceu até agora foi que os nossos trabalhadores não conseguem corresponder. A Póvoa e o Forte da Casa não estão muito diferentes daquilo que estavam durante os anos de 2024 e 2025 e o que eu acho, e estou cá para responder a esta situação, é que vamos colocar, no final de 2026 e em 2027, a Póvoa e o Forte da Casa de uma forma diferente daquela que tiveram nos últimos quatro anos”, afirmou.
O MIRANTE solicitou também esclarecimentos à Câmara de Vila Franca de Xira, mas sem resposta até ao fecho desta edição.

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