Sociedade | 08-07-2026 12:00

Novo ecocentro do Cartaxo vai custar um milhão e funcionar 24 horas por dia

recolha pilhas reciclagem electrodomésticos ilustrativ
foto ilustrativa

Investimento financiado por fundos comunitários promete aumentar a capacidade de recepção de resíduos no concelho. Câmara diz que equipamento vai ajudar a combater a deposição indevida junto a contentores e melhorar a resposta ambiental.

A Câmara Municipal do Cartaxo vai avançar com a construção da primeira fase do novo Ecocentro Municipal, num investimento de cerca de um milhão de euros, financiado por fundos comunitários. O equipamento deverá aumentar de forma significativa a capacidade de recepção de resíduos no concelho e permitir à população depositar resíduos 24 horas por dia, sete dias por semana. A abertura do procedimento para a empreitada foi aprovada em reunião do executivo municipal, tendo o presidente da câmara, João Heitor, defendido que o projecto responde aos desafios actuais e futuros da gestão de resíduos no concelho. João Heitor sublinhou que um dos objectivos passa por reduzir a deposição de resíduos junto a contentores ou em locais impróprios, uma situação que continua a gerar problemas ambientais e custos acrescidos para o município. Segundo o presidente, o novo ecocentro permitirá uma gestão mais sustentável dos resíduos, com “melhores impactos ambientais e financeiros”.
Durante a discussão, o vereador do Chega, Luís Albuquerque, questionou de que forma será feita a gestão do novo equipamento e se o investimento poderá alterar os encargos do município com o tratamento de resíduos. João Heitor explicou que a gestão continuará a ser assegurada pela Ecolezíria, como acontece actualmente, embora o novo modelo possa exigir um reforço dos recursos humanos afectos ao acompanhamento do espaço. “O actual ecocentro é gerido pela Ecolezíria, que tem lá uma funcionária que faz o acompanhamento. Neste projecto novo terá que haver um reforço nessa estrutura, que poderá ser inclusive partilhada pelo município, mas isso dependerá da estrutura que venha a ser enquadrada com a Ecolezíria”, referiu.
O presidente da câmara adiantou ainda que o novo equipamento será construído num terreno cuja área foi significativamente ampliada. A Ecolezíria pagará uma renda ao município pela utilização do espaço, uma vez que não suportará o custo do investimento inicial na construção do ecocentro. Luís Albuquerque quis também saber se o aumento da capacidade poderia permitir ao Cartaxo prestar esse serviço a concelhos vizinhos, mas João Heitor afastou essa hipótese, explicando que a gestão dos resíduos é feita no âmbito do sistema intermunicipal da Ecolezíria.

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