Moradores de Vialonga queixam-se de ruído nocturno de empresa de logística
Moradores da Praceta Henrique Ferreira, Vialonga, dizem que uma empresa de logística está a provocar ruído nocturno incompatível com o descanso dos residentes. Queixas já chegaram à GNR e ao município de Vila Franca de Xira, sendo exigida uma fiscalização durante a madrugada. Empresa garante medidas de mitigação e vai reunir com os moradores.
Um grupo de moradores da Praceta Henrique Ferreira, em Vialonga, dizem estar privados de descansar durante a noite devido à actividade de uma empresa de transporte de mercadorias instalada perto da urbanização e apelam à intervenção urgente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Segundo Arménio Lourenço, representante dos moradores, a empresa localizada na Rua do Aqueduto, desenvolve operações logísticas, cargas e descargas de mercadorias e movimentação de veículos pesados equipados com sistemas de refrigeração, actividades que geram elevados níveis de ruído durante a noite.
Os moradores garantem que o barulho é frequente, incluindo fins-de-semana e feriados, com maior incidência entre as 23h00 e as 06h00, período em que o descanso é mais afectado. Segundo os queixosos, o ruído é “permanente, excessivo e incomportável”, dificultando o sono e afectando a qualidade de vida de quem reside na zona.
Os residentes referem a O MIRANTE que já comunicaram a situação por diversas vezes à câmara, pedindo a revisão ou limitação da licença de utilização atribuída à empresa durante a noite, mas lamentam que até à data nada tenha sido feito. Dizem ainda ter contactado directamente a empresa para tentar resolver o problema, sem resultados práticos. Também afirmam ter recorrido repetidamente à GNR, relatando que, em algumas ocasiões, o ruído cessa durante a presença dos militares, mas recomeça pouco depois da sua saída.
Para os moradores esta situação poderá configurar uma violação das normas previstas no Regulamento Geral do Ruído, e querem que se faça uma fiscalizção de madrugada à empresa para aferir os níveis sonoros e verificar o cumprimento das condições de licenciamento.
Empresa toma medidas para reduzir ruído
A GlobalShield Cargo Solutions disse a O MIRANTE compreender o incómodo que a sua actividade está a causar nos moradores e garante que “leva o assunto muito a sério”. Conforme explicou Inês Frade, gestora de conta da empresa, há cerca de um ano foi necessário recorrer a um gerador porque as instalações não tinham ramal eléctrico instalado, o que acredita que terá provocado mais impactos nos residentes. Diz que se tratou de uma situação a que a empresa é alheia, uma vez que quando se instalou em Vialonga, há cerca de três anos, o armazém já estava construído.
Uma situação que entretanto já foi corrigida. “Desde o dia 1 de Julho, implementámos uma nova coordenação de equipas, que nos permite acompanhar mais de perto e sensibilizar as equipas com foco directo na redução do ruído. Estamos também em fase de adjudicação de foles para os cais de descarga e estamos a estudar qual a opção acusticamente mais eficiente para instalar. Solicitámos também uma avaliação acústica a uma entidade competente. Assim que estiver concluída, vamos avançar com as medidas internas que possam minimizar o impacto sonoro no exterior”, disse ao jornal, acrescentando que já solicitou uma reunião com os moradores afectados para resolver em conjunto o problema.
Solicitámos ainda esclarecimentos à GNR e à câmara, mas sem resposta até ao fecho da edição.


