Seis mil assinaturas contra unidade de biometano em Árgea dão força a vigília popular
Movimento contesta a instalação do projecto junto a zonas habitacionais e convocou a população para uma vigília no Largo da Igreja de Árgea, no concelho de Torres Novas.
Uma petição contra a instalação de uma unidade de produção de biometano em Árgea e na região do Médio Tejo já reuniu cerca de seis mil assinaturas. Os promotores da iniciativa sublinham que não estão contra a produção de energias alternativas, mas defendem que este tipo de infraestruturas industriais deve ficar afastado de zonas residenciais e de locais com actividade humana.
Segundo o documento divulgado pelas Comissões de Utentes do Médio Tejo, o projecto poderá implicar elevados consumos de água e a circulação diária de dezenas de veículos pesados em estradas consideradas estreitas e sem condições. O movimento refere ainda a chegada de cerca de 270 toneladas por dia de estrume, chorume, animais mortos e gorduras.
Os subscritores manifestam receios relacionados com eventuais contaminações atmosféricas e de linhas de água, perda de qualidade de vida e desvalorização do património familiar e empresarial. As preocupações abrangem sobretudo as freguesias situadas a nascente do concelho de Torres Novas, assim como os concelhos do Entroncamento, Vila Nova da Barquinha e Tomar.
O movimento garante que não vai desmobilizar enquanto o projecto não for abandonado ou afastado das zonas habitacionais. Está marcada uma vigília popular para segunda-feira, 20 de Julho, entre as 20h30 e as 22h30, no Largo da Igreja de Árgea. A participação é aberta a toda a população.


