Mega urbanização em Castanheira do Ribatejo continua à espera da câmara para avançar
Promotor quer desatar um nó existente há mais de uma década com a antiga urbanização da Quinta da Cevadeira, onde existe uma escola por legalizar, mas lamenta o arrastar de um processo que prevê a construção de 600 apartamentos.
Três pedidos de alterações quase sucessivos desde o final do ano passado e pedidos repetidos de documentação por parte do Departamento de Urbanismo da Câmara de Vila Franca de Xira estão a atrasar a aprovação da antiga urbanização da Quinta da Cevadeira, em Castanheira do Ribatejo, cujo futuro determinará a muito esperada ligação rodoviária à vizinha Quinta dos Anjos, onde os carros de bombeiros não conseguem entrar.
O espaço da urbanização da Cevadeira está expectante há mais de uma década e inclui o local onde foi construída, de forma ilegal em 2005, a Escola Básica da Quinta da Cevadeira, tendo até sido desviado um ribeiro para o estabelecimento de ensino ser construído. Agora, o espaço da antiga urbanização foi adquirido por 3 milhões de euros por um fundo de investimentos e um dos responsáveis, Nuno Gameiro, foi à última reunião de câmara pedir ao município que dê celeridade ao processo.
“A urbanização está para ser aprovada há sete meses. Estamos a fazer alterações e a responder a consecutivos pedidos da câmara para que possam finalizar este processo e vir a reunião para ser aprovado”, afirmou. Em causa estão três pedidos de alterações a uma urbanização onde está prevista a construção de 600 fogos e a construção da estrada de acesso à vizinha Quinta dos Anjos.
Promotor queixa-se da demora
“Estamos a chegar ao período de férias e estamos na incerteza se ainda é este ano que vamos avançar com a construção. Todos sabemos que existem problemas com aquele antigo loteamento, como a escola estar ilegal há 15 anos, e que estamos a tentar resolver. Tivemos uma reunião com o urbanismo para analisar os prós e contras deste espaço loteado desde 1999”, afirmou. Nuno Gameiro diz não compreender como a câmara tem obrigado os promotores a ter ofícios assinados por todos os proponentes e por que motivo têm de estar à espera há sete meses. “Isto quando noutros municípios, como no Entroncamento, resolvem em 60 dias”, notou.
Segundo Nuno Gameiro, “por mais investimentos que a gente queira criar, começamos a olhar para trás. Não posso permitir que um investidor tenha investido este dinheiro e não consiga ainda ver uma data para a conclusão deste processo. Precisamos que alguém nos dê uma indicação. Não podemos de dois em dois meses receber ofícios para entregar novos documentos”, lamentou.
Na resposta, o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, lembrou que o processo da urbanização da Cevadeira “é complexo” e que o fundo de investimento não será o único dono do espaço. “É um loteamento antigo que tem outros proprietários e pedidos de alteração que têm de ser comprovadamente feitos por quem é dono do terreno. Isto tem vindo a ser tratado por um arquitecto e temos trocado e-mails para ser mais rápido o processo. A documentação não está a chegar em ordem, já chegou várias vezes mas sempre mal. Tem de vir em condições para que isto ande”, explicou o autarca.


