Autarca de Fazendas de Almeirim responde a críticas com ataques pessoais
O presidente da junta, Joaquim Miguel Pereira, abriu fogo sobre um freguês que foi eleito do Chega, Mário Moreira, e que criticou o fecho das casas de banho públicas. Em vez de responder num tom institucional o autarca mandou-o fazer alguma coisa de útil acusando-o de “não fazer nenhum” há anos.
O presidente da Junta de Freguesia de Fazendas, Joaquim Miguel Pereira (PS), atacou o ex-eleito do Chega na Assembleia de Freguesia e antigo presidente da concelhia do partido, com considerações sobre a vida pessoal e profissional de Mário Moreira. O autarca diz que o cidadão, militante do Chega, que questionou o facto de as casas de banho públicas da freguesia estarem fechadas, já não trabalha há anos e mandou-o ir investigar os roubos e quem trafica droga na capela da freguesia.
Miguel Pereira acusa Mário Moreira, antigo comandante do posto da GNR de Alpiarça, de “não trabalhar há anos” e insinuando falta de utilidade pública. A troca de comentários surgiu depois de Mário Moreira criticar nas redes sociais o encerramento das casas de banho públicas junto à capela, que foram fechadas após ter sido encontrada uma seringa no local. Moreira considerou a decisão “desproporcionada”, afirmando que “por um acto de uma pessoa pagaram todos os fregueses”.
Joaquim Miguel Pereira sugeriu que Moreira deveria “investigar por conta própria” os alegados roubos e episódios de consumo de droga. A resposta, marcada por sarcasmo e ataques pessoais, afastou‑se do debate institucional e entrou no campo da confrontação política direta. O episódio expôs um clima de crispação na freguesia, revelando uma guerra política que ultrapassa a discussão sobre o encerramento das casas de banho e evidencia a deterioração do diálogo entre o atual executivo socialista e antigos responsáveis ligados ao Chega.
Mário Moreira disse que encerrar as casas de banho foi o mais fácil, “não dá preocupações”. Por um acto de uma pessoa pagaram todos os fregueses”. O presidente da junta, na resposta, num texto sem pontuação diz que embora o ex-autarca e militar da Guarda tenha passa há anos ainda se deve lembrar de como se faz averiguações e sugere que se ele quiser pode fazer um voluntariado por conta própria e descobrir os autores dos roubos e quem passa a suposta droga em frente à capela ou na casa mortuária.
O autarca termina dizendo: “passa bem e faz alguma coisa de útil, pois aos anos que estás sem fazer nenhum e gozares de uma boa reforma logo a partir dos 50 anos, podias ter mais e melhores argumentos”.


