Carregado recebe um dos maiores projectos de baterias da Europa
A EDP vai instalar no Carregado um dos maiores sistemas de armazenamento de energia em baterias da Europa. O projecto BigBATT ficará nos terrenos da antiga central de fuelóleo e permitirá armazenar energia renovável suficiente para abastecer cerca de 100 mil habitações nos períodos de maior consumo.
A antiga central de fuelóleo do Carregado vai dar lugar a um dos maiores sistemas de armazenamento de energia em baterias da Europa. O projecto, designado BigBATT, representa um investimento estratégico da EDP para reforçar a integração de energias renováveis na rede eléctrica nacional e deverá entrar em funcionamento no final de 2028.
O sistema será instalado nos terrenos da antiga central de fuelóleo, desactivada há vários anos, junto à Central de Ciclo Combinado do Ribatejo, permitindo aproveitar a infra-estrutura eléctrica já existente. O projecto prevê a instalação de um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) com uma potência de 180 megawatts (MW) e uma capacidade de armazenamento de 360 megawatts-hora (MWh), suficiente para abastecer cerca de 100 mil habitações durante os períodos de maior consumo.
O investimento foi seleccionado pelo Fundo de Inovação da Comissão Europeia, recebendo uma comparticipação de cerca de 31,6 milhões de euros, distinção que reconhece o seu carácter inovador e o contributo para a descarbonização do sistema energético europeu. O projecto recebeu ainda o selo STEP (Strategic Technologies for Europe Platform), atribuído apenas a um número restrito de iniciativas consideradas estratégicas para a União Europeia.
Segundo a EDP, o BigBATT permitirá armazenar o excedente de energia produzido por fontes renováveis, como a solar e a eólica, durante os períodos de menor procura, injectando-o posteriormente na rede quando o consumo aumenta. Desta forma, será possível reduzir o recurso à produção de electricidade a partir de combustíveis fósseis, aumentar a estabilidade da rede eléctrica e diminuir as emissões de dióxido de carbono. Ao longo da sua vida útil, estima-se que o projecto evite cerca de 500 mil toneladas de emissões de CO₂.
Notícia desenvolvida numa edição impressa de O MIRANTE


