José Cid recebe Prémio Língua Mãe e leva o nome da Chamusca ao palco da cultura portuguesa
Músico nascido na Chamusca foi distinguido pelo contributo de uma carreira com mais de seis décadas na música, poesia e valorização da língua portuguesa. Presidente da Câmara da Chamusca, Nuno Mira, esteve presente na cerimónia e considera a homenagem inteiramente justa.
José Cid recebeu o Prémio Língua Mãe 2026, uma distinção que consagra o percurso de um dos mais importantes compositores e intérpretes portugueses e que volta a projectar o nome da Chamusca, terra onde nasceu, para o centro da cultura nacional. O prémio foi entregue na quarta-feira, 15 de Julho, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na sede da Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa. José Cid sucede a Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Jorge Palma, Sérgio Godinho e Tozé Brito.
O presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Nuno Mira, marcou presença na homenagem ao músico nascido no concelho a 4 de Fevereiro de 1942. “Foi uma honra estar presente na cerimónia de entrega do Prémio Língua Mãe, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores ao José Cid, uma justa homenagem a um dos maiores nomes da música portuguesa”, afirmou. “José Cid tem levado a língua e a cultura portuguesas a várias gerações, deixando uma marca incontornável no nosso património musical”, acrescentou o autarca, sublinhando o orgulho do concelho no percurso do artista.
Ao longo de uma carreira que atravessa sete décadas, José Cid ajudou a transformar a música portuguesa, primeiro como fundador do Quarteto 1111 e depois através de um percurso a solo marcado por canções que permanecem na memória colectiva. Temas como “Ontem, Hoje e Amanhã”, “Cai Neve em Nova Iorque”, “A Cabana Junto à Praia” ou “Um Grande, Grande Amor” continuam a ser cantados por diferentes gerações. José Cid recebeu, em 2019, o Grammy Latino de Excelência Musical, que reconhece contributos de excepcional significado artístico, e foi condecorado em 2022 como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Em 2007 tinha já sido eleito Personalidade do Ano por O MIRANTE. Aos 84 anos, o músico continua a compor, tocar e actuar, mantendo uma irreverência que sempre marcou a sua carreira.


