Obras nas muralhas de Santarém em luta contra o tempo para não perderem verbas do PRR
Está a decorrer em bom ritmo a primeira fase da empreitada de requalificação das muralhas de Santarém, informou o município. Para uma fase seguinte ficou a intervenção na zona do miradouro da Rua Luís de Camões, onde, no último Inverno, ruiu uma parte da muralha.
A Câmara de Santarém iniciou a primeira fase das obras de requalificação da muralha e das zonas envolventes da Rua Luís de Camões e da Travessa das Figueiras. A obra será executada em duas fases e representa um investimento total superior a 2,7 milhões de euros. A primeira fase tem de ficar concluída até final de Agosto para garantir o financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Devido ao colapso de um troço de muralha na Rua Luís de Camões, o plano da empreitada teve de ser reformulado, com a reparação da zona afectada e o troço a sul a ficar para uma segunda fase. Uma intervenção que também deverá contar com financiamento do Estado e que está a ser articulada com o instituto público Património Cultural, como explicou na última reunião do executivo o vereador das obras municipais, Pedro Gouveia.
Em comunicado, a autarquia explicou que a intervenção "visa recuperar e valorizar um importante troço da muralha histórica da cidade", bem como requalificar o espaço público envolvente. O projecto prevê a criação e valorização" de novos miradouros sobre o rio Tejo, a melhoria das acessibilidades e o reforço da oferta de estacionamento, com o objectivo de tornar a zona mais funcional, atractiva e acessível. “Os trabalhos estão a decorrer em bom ritmo, mas o prazo também é curto e estamos a lutar contra o tempo”, disse Pedro Gouveia durante a discussão do ponto referente às obras da primeira fase, onde foi aprovada a realização de trabalhos a menos, que ficam para a fase seguinte.
O município referiu ainda que o projecto procura criar melhores condições para residentes, comerciantes, visitantes e investidores, enquadrando-se "num conjunto de intervenções destinadas a promover a reabilitação urbana e a valorização do património local". A empreitada integra a estratégia de regeneração definida pelo programa Centro Vivo 2025-2035, promovido pela Câmara de Santarém para o Centro Histórico, Alfange e Ribeira.


