Sociedade | 19-07-2026 07:00

25,3 milhões pagos a famílias com casas afectadas pelas intempéries na região

25,3 milhões pagos a famílias com casas afectadas pelas intempéries na região
José Alho, vice-presidente do conselho directivo da CCDR LVT

Ourém, Tomar e Ferreira do Zêzere estão entre os concelhos da região com mais prejuízos e pedidos de apoio. CCDR-LVT analisou já 9.558 das 9.840 candidaturas apresentadas, mas rejeitou mais de 3.600 processos.

O Governo já pagou cerca de 25,3 milhões de euros a famílias com habitações próprias e permanentes afectadas pelas intempéries que atingiram o centro do país no início deste ano. Os concelhos de Ourém, Tomar e Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, estão entre os municípios da região de Lisboa e Vale do Tejo onde foram registados mais estragos e apresentados mais pedidos de apoio. Os números foram divulgados no parlamento pelo vice-presidente do conselho directivo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), José Alho. Das 9.840 candidaturas submetidas ao programa de apoio à reconstrução de habitações, 9.558 já tiveram uma decisão. Foram efectuados pagamentos a 5.899 beneficiários, num montante global próximo dos 25,3 milhões de euros.
A CCDR-LVT indeferiu, contudo, 3.659 candidaturas, devido à falta de condições de elegibilidade, documentação insuficiente ou desistência dos requerentes. Permanecem por concluir cerca de uma centena de processos, que aguardam correcções por parte dos candidatos ou reformulações dos respectivos municípios. José Alho considera que se trata já de um número “muito residual” e garante que o trabalho que competia à instituição está praticamente cumprido. Mais de duas dezenas dos 52 municípios abrangidos pela CCDR-LVT já concluíram totalmente os procedimentos relativos aos apoios à habitação. Ourém, Tomar, Ferreira do Zêzere e Alcobaça foram os concelhos com maior número de prejuízos e candidaturas, reflectindo a dimensão dos danos provocados pelas tempestades.
O cenário é mais atrasado no sector agrícola. Foram submetidas 2.119 candidaturas, correspondentes a prejuízos avaliados em cerca de 153 milhões de euros. Destas, 851 já foram validadas e enviadas para o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, para pagamento de apoios superiores a cinco milhões de euros. Confrontado pelos deputados com eventuais atrasos, José Alho rejeitou a existência de entraves burocráticos na componente da habitação e assegurou que os procedimentos foram simplificados. Reconheceu, no entanto, que a dimensão da tragédia apanhou a instituição sem capacidade previamente instalada para uma resposta desta escala, sublinhando o esforço realizado para acelerar a análise através de uma plataforma digital criada pelas CCDR de Lisboa e Vale do Tejo e do Centro. Em Março tinham sido aprovados apenas 600 pedidos, num valor global de dois milhões de euros.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal