Sociedade | 19-07-2026 18:00

Nova secundária de Samora Correia candidata a financiamento de 18 milhões

Nova secundária de Samora Correia candidata a financiamento de 18 milhões

Projecto aprovado por unanimidade pela Câmara de Benavente foi submetido ao Programa Escolas e prevê também a construção de um pavilhão gimnodesportivo.

O executivo da Câmara de Benavente aprovou, por unanimidade, o projecto de construção da nova Escola Secundária de Samora Correia, num investimento estimado em cerca de 18 milhões de euros, e submeteu a candidatura ao Programa Escolas. A nova escola pretende responder ao crescimento da população escolar em Samora Correia e à necessidade de reforçar a oferta pública de ensino secundário, tendo em conta a situação de sobrelotação do actual estabelecimento de ensino.
O projecto prevê a construção de um equipamento moderno e multifuncional, com espaços de convívio, áreas exteriores qualificadas, campo de jogos exterior, cerca de 200 lugares de estacionamento e infraestruturas adaptadas ao ensino científico, tecnológico e profissional, incluindo espaços laboratoriais. A intervenção inclui ainda um pavilhão gimnodesportivo com potencial de utilização pela comunidade.
A presidente da Câmara de Benavente, Sónia Ferreira (PSD), considerou tratar-se de “uma importante conquista para Samora Correia”, destacando o trabalho dos técnicos municipais e da empresa projectista, que permitiram concluir “em tempo recorde” o projecto de execução. A autarca sublinhou que esta será uma das maiores intervenções públicas de sempre na área da educação no concelho.

Balneário para pessoas sem identidade de género recomendado
A inclusão de uma área destinada a “pessoas sem identidade de género” foi questionada durante a reunião de câmara pelo vereador Frederico Colaço Antunes, eleito pelo Chega, que quis saber qual o enquadramento jurídico da solução e se, na prática, se tratava de um balneário.
O engenheiro Jorge Correia, da Câmara de Benavente, explicou que a solução resultou de uma recomendação da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), embora tenha referido não ter encontrado uma obrigatoriedade legal para a introdução desse espaço. Segundo o técnico, foi transmitido que a ausência dessa área não implicaria uma proposta de indeferimento, mas a possibilidade foi colocada ao projectista, que integrou no pavilhão um balneário com 11,63 metros quadrados.
Sónia Ferreira acrescentou que a inclusão resultou de uma recomendação da DGEstE e que, embora não estivesse em causa um parecer negativo, o município entendeu integrar a solução no projecto para garantir a pontuação máxima da candidatura.

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