Antiga sede da Académica de Santarém cedeu e é para demolir
Edifício propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, no centro histórico da cidade, começou a ceder pela cobertura e o piso superior vai ser demolido para prevenir riscos para a segurança de pessoas e bens.
Colapsou parte da cobertura do edifício onde até à década passada funcionou a sede da Associação Académica de Santarém, na Travessa das Condinhas, no centro histórico de Santarém. A derrocada ocorreu na sexta-feira, 10 de Julho, mas já era de certa forma previsível, pois o imóvel, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, já apresentava problemas graves há muitos anos. Situação que obrigou inclusivamente o clube a mudar de instalações, embora continuasse com o contrato de arrendamento, celebrado em 1942, em vigor e as rendas em dia.
O edifício encontrava-se devoluto há anos e entretanto já tinha sido interditado o trânsito automóvel na Travessa das Condinhas, como medida preventiva, tendo em conta a visível degradação do imóvel. A cobertura e piso superior do imóvel vão ser demolidos por razões de segurança, como nos confirmou o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, José Miguel Noras.
Há cerca de uma década foi falada a possibilidade de recuperação do imóvel, num processo a três que envolveria também a Câmara de Santarém, para além do clube e da entidade proprietária. O plano era simples: a Misericórdia contraía um empréstimo bancário para suportar os custos das obras – na altura estimadas em 314 mil euros - e a Câmara de Santarém comprometia-se a pagar a amortização desse crédito em prestações mensais entre 1800 e 2000 euros durante 15 anos, a título de arrendamento do espaço. Com isso garantia-se a reabilitação do edificado e uma sede renovada para o clube, cuja utilização contribuiria para a dinamização do centro histórico.
Só que o então provedor da Misericórdia de Santarém, Mário Rebelo, dizia a O MIRANTE, em notícia publicada em Dezembro de 2017, que estava mais inclinado para a venda do edifício do que para a solução anteriormente preconizada. E foi essa ideia que se manteve até hoje, com a possibilidade em aberto da venda do edifício ao município.


