Retroescavadora derruba telhado de casa ocupada ilegalmente no Bairro do Ulrich no Entroncamento
Uma retroescavadora da Câmara do Entroncamento derrubou o telhado de uma habitação municipal ocupada ilegalmente por uma família proveniente de Elvas, no Bairro do Ulrich. A operação foi acompanhada pelo presidente da autarquia, Nelson Cunha, que garante que o concelho não será “uma cidade de ocupações ilegais”.
Uma retroescavadora da Câmara Municipal do Entroncamento avançou sobre o telhado de uma habitação municipal no Bairro do Ulrich, ocupada ilegalmente por uma família proveniente de Elvas. A operação, acompanhada pelo presidente da autarquia, Nelson Cunha, contou com a intervenção da PSP e ficou marcada por alguns desacatos. A demolição integra a acção que o município tem em curso contra ocupações ilegais no parque habitacional municipal. A casa encontrava-se ocupada sem qualquer título válido por uma família que se deslocou de Elvas para o Entroncamento. Para impedir que a situação se mantivesse, a autarquia decidiu inutilizar parte do imóvel, recorrendo a uma retroescavadora para mandar abaixo o telhado.
A PSP acompanhou os trabalhos para garantir a segurança no local. Durante a intervenção registaram-se momentos de tensão e alguns desacatos, mas a situação foi rapidamente resolvida e a operação prosseguiu sem mais incidentes. O município tem vindo a apertar o controlo sobre situações irregulares, defendendo que as ocupações ilegais prejudicam as famílias que aguardam por uma resposta habitacional. Numa acção realizada a 4 de Maio, a câmara já tinha avançado com cortes de água e electricidade em habitações ocupadas indevidamente, com o apoio da PSP e da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima.
Em declarações a O MIRANTE, Nelson Cunha, que esteve presente durante a demolição, deixou uma mensagem firme. “O Entroncamento não é uma cidade de ocupações ilegais e estamos a realizar todos os esforços para que o concelho volte a ser uma referência no Médio Tejo, na região ribatejana e em todo o país”, afirmou. O presidente da câmara sustenta que o município não pode permitir que ocupações à margem da lei se consolidem, sobretudo quando existem munícipes à espera de habitação social. A autarquia garante que vai continuar a actuar perante situações semelhantes, defendendo justiça e responsabilidade na gestão do património habitacional público.


