Sociedade | 20-07-2026 13:47

Retroescavadora derruba telhado de casa ocupada ilegalmente no Bairro do Ulrich no Entroncamento

Retroescavadora derruba telhado de casa ocupada ilegalmente no Bairro do Ulrich no Entroncamento

Uma retroescavadora da Câmara do Entroncamento derrubou o telhado de uma habitação municipal ocupada ilegalmente por uma família proveniente de Elvas, no Bairro do Ulrich. A operação foi acompanhada pelo presidente da autarquia, Nelson Cunha, que garante que o concelho não será “uma cidade de ocupações ilegais”.

Uma retroescavadora da Câmara Municipal do Entroncamento avançou sobre o telhado de uma habitação municipal no Bairro do Ulrich, ocupada ilegalmente por uma família proveniente de Elvas. A operação, acompanhada pelo presidente da autarquia, Nelson Cunha, contou com a intervenção da PSP e ficou marcada por alguns desacatos. A demolição integra a acção que o município tem em curso contra ocupações ilegais no parque habitacional municipal. A casa encontrava-se ocupada sem qualquer título válido por uma família que se deslocou de Elvas para o Entroncamento. Para impedir que a situação se mantivesse, a autarquia decidiu inutilizar parte do imóvel, recorrendo a uma retroescavadora para mandar abaixo o telhado.
A PSP acompanhou os trabalhos para garantir a segurança no local. Durante a intervenção registaram-se momentos de tensão e alguns desacatos, mas a situação foi rapidamente resolvida e a operação prosseguiu sem mais incidentes. O município tem vindo a apertar o controlo sobre situações irregulares, defendendo que as ocupações ilegais prejudicam as famílias que aguardam por uma resposta habitacional. Numa acção realizada a 4 de Maio, a câmara já tinha avançado com cortes de água e electricidade em habitações ocupadas indevidamente, com o apoio da PSP e da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima.
Em declarações a O MIRANTE, Nelson Cunha, que esteve presente durante a demolição, deixou uma mensagem firme. “O Entroncamento não é uma cidade de ocupações ilegais e estamos a realizar todos os esforços para que o concelho volte a ser uma referência no Médio Tejo, na região ribatejana e em todo o país”, afirmou. O presidente da câmara sustenta que o município não pode permitir que ocupações à margem da lei se consolidem, sobretudo quando existem munícipes à espera de habitação social. A autarquia garante que vai continuar a actuar perante situações semelhantes, defendendo justiça e responsabilidade na gestão do património habitacional público.

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