Saúde precisa de soluções duradouras e não de remendos de ocasião
Unidade Local de Saúde da Lezíria participou em Cascais numa reunião de auscultação do Pacto Estratégico para a Saúde, iniciativa lançada pelo Presidente da República para recolher contributos sobre o futuro do Serviço Nacional de Saúde.
A Unidade Local de Saúde da Lezíria participou, na segunda-feira, 6 de Julho, em Cascais, numa reunião de auscultação no âmbito do Pacto Estratégico para a Saúde, processo coordenado por Adalberto Campos Fernandes e lançado pelo Presidente da República, António José Seguro, com o objectivo de reunir contributos de várias entidades para um compromisso duradouro em torno do futuro do Serviço Nacional de Saúde.
Num tempo em que o SNS continua pressionado pela falta de profissionais, pelas dificuldades de resposta nos cuidados primários, pelas urgências sobrecarregadas e pela necessidade de garantir maior proximidade às populações, a presença da ULS Lezíria neste processo assume particular relevância para uma região onde o acesso à saúde continua a ser uma das principais preocupações das comunidades. Durante a sessão foram debatidos alguns dos principais desafios que se colocam ao SNS, tendo a ULS Lezíria apresentado a sua visão sobre matérias consideradas estratégicas para o futuro do sistema de saúde. A participação não se ficará pela presença na reunião, uma vez que a unidade de saúde vai agora entregar contributos escritos no âmbito do processo de auscultação em curso.
O Pacto Estratégico para a Saúde pretende construir uma base de entendimento que vá além dos ciclos políticos e permita definir prioridades para o SNS nos próximos anos. Para territórios como a Lezíria, onde a resposta hospitalar e os cuidados de saúde primários têm impacto directo na vida de milhares de utentes, o essencial será que a auscultação não se limite à recolha de opiniões e tenha tradução efectiva em medidas concretas. A expectativa é que os contributos das instituições do terreno ajudem a aproximar as decisões nacionais da realidade vivida nos concelhos, onde as dificuldades de acesso, a pressão sobre os serviços e a necessidade de reforço de meios continuam a marcar o quotidiano de utentes e profissionais.


