Acusados por poluição e falsificação de documentos em Almeirim, Setúbal e Alcanena
O Ministério Público acusou dois cidadãos e três empresas por descargas ilegais de resíduos industriais
O Ministério Público acusou dois cidadãos e três sociedades comerciais pela prática de um crime de poluição, em concurso com um crime de falsificação de documentos, além de várias contra‑ordenações ambientais, por factos ocorridos entre 2019 e 2023.
Segundo a acusação, os arguidos, actuando em nome das empresas, eliminaram resíduos e águas residuais industriais sem tratamento e sem licenças, depositando‑os ilegalmente numa herdade na Raposa, no concelho de Almeirim, em armazéns em Setúbal e numa instalação fabril em Alcanena, com o objectivo de evitar custos de processamento.
As descargas e depósitos ilegais provocaram degradação dos solos e dos ecossistemas, afectando fauna, flora e a utilização agrícola dos terrenos.O inquérito foi conduzido pelo Ministério Público do DIAP de Santarém, com a coadjuvação da GNR – Comando Territorial de Santarém e da IGAMAOT.


