Sociedade | 21-07-2026 21:00

Casais de Baixo continua à espera de obras depois das tempestades

Casais de Baixo continua à espera de obras depois das tempestades
André Salema, presidente da Junta de Freguesia de Azambuja - foto O MIRANTE

Presidente da junta questionou onde andam os apoios recebidos para reparar estragos naquela localidade de Azambuja que diz estar ao abandono.

A localidade de Casais de Baixo, na freguesia de Azambuja, foi apontada pelo presidente da Junta de Azambuja, André Salema (PS), como exemplo de abandono e de falta de resposta pública perante problemas antigos, alguns agravados pelas tempestades. Na última sessão da Assembleia Municipal de Azambuja, o autarca socialista deixou duras críticas ao presidente do município, Silvino Lúcio (PS), lembrando que foi feito um levantamento profundo das necessidades da localidade, mas que “pouco ou nada foi feito”.
André Salema recordou que Casais de Baixo foi uma das zonas mais afectadas pelas intempéries e que o município recebeu cerca de meio milhão de euros para começar a resolver problemas nas localidades atingidas. Para o autarca, não é aceitável que uma povoação com essa dimensão continue sem respostas em matérias tão essenciais como estradas, zonas hidráulicas e linhas de água. “Entristece-me muito que pouco ou nada tenha sido feito”, afirmou, sublinhando que há situações que exigem intervenção urgente.
Um dos casos apontados foi o da Rua dos Casaleiros, onde, segundo o presidente da junta, existe uma estrada em ponto de ruptura sem que tenha havido ainda uma solução no terreno. “Não podemos deixar uma população deste tamanho ao abandono”, vincou. As linhas de água também são motivo de preocupação para André Salema, que disse haver zonas em ruptura, também por responsabilidade de moradores que terão feito construções ilegais, alterando ou condicionando o normal escoamento das águas. O caso, garantiu, já foi denunciado à Agência Portuguesa do Ambiente. O autarca deu ainda o exemplo de intervenções indevidas em valas e linhas de água, defendendo que é preciso actuar nas zonas mais complicadas e, em particular, no núcleo urbano de Casais de Baixo.
O presidente da junta atribuiu também responsabilidades à empresa que executou obras de saneamento na freguesia, acusando-a de ter deixado estradas e acessos em mau estado. Para André Salema, o município não pode assumir sozinho os custos de reparar aquilo que outras entidades danificam. “Apelava para chamarem aqui a Águas do Tejo Atlântico e encostá-la à parede, porque temos muitas ruas neste estado, não só a Rua de São Miguel”, afirmou, defendendo uma posição mais firme da câmara perante as entidades externas.
Na resposta, o presidente da Câmara de Azambuja reconheceu que há situações a resolver, mas lembrou que já existem exemplos de colaboração com entidades responsáveis por infraestruturas. Apontou o caso da Rua dos Maias, intervencionada em articulação com a empresa responsável, num investimento de cerca de 100 mil euros, que permitiu deixar a rua completamente requalificada. Quanto às linhas de água, Silvino Lúcio admitiu que o município terá de “acudir” às situações mais preocupantes.

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