Sociedade | 24-07-2026 16:55

Segurança continua por reforçar na Câmara do Entroncamento

Segurança continua por reforçar na Câmara do Entroncamento
foto dr

Paços do Concelho permanecem sem alarme e vigilância privada, mais de um mês depois de uma funcionária ter sido ameaçada de morte durante protestos contra o município. Autarcas exigem medidas.

O edifício da Câmara Municipal do Entroncamento continua sem sistema de alarme e sem vigilância privada, apesar dos episódios de ameaças e perturbações registados nos Paços do Concelho. A falta de medidas de segurança voltou a ser levantada na reunião do executivo municipal de 21 de Julho pelo vereador do Partido Socialista, Ricardo Nunes. O autarca questionou o executivo sobre a ausência de um alarme e de um segurança no edifício, lembrando que os episódios de intimidação contra funcionários municipais não são inéditos. “A postura de intransigência que tem com o bairro também devia ter aqui, com esta questão”, afirmou, numa referência à actuação do município perante imóveis ocupados sem autorização. Ricardo Nunes defendeu que a contratação de vigilância é necessária não apenas para proteger trabalhadores e munícipes, mas também para melhorar a organização e o funcionamento dos serviços. Um segurança poderia controlar as entradas, encaminhar as pessoas e orientar quem não conhece o edifício ou os serviços a que se deve dirigir.
Como O MIRANTE noticiou, na reunião de 7 de Julho, o município anunciou que pretende criar uma zona de espera para evitar que os munícipes permaneçam sentados nas escadas enquanto aguardam atendimento. Nessa ocasião, o presidente da câmara, Nelson Cunha, revelou que estavam a ser recolhidos orçamentos para a contratação de um serviço de segurança. A preocupação ganhou maior dimensão depois dos incidentes ocorridos a 16 de Junho, quando um grupo de pessoas se deslocou aos Paços do Concelho para protestar contra os cortes de água e electricidade em imóveis ocupados sem autorização. A presença do grupo provocou perturbações no interior do edifício e uma funcionária municipal que se encontrava ao serviço foi alvo de ameaças de morte. A PSP foi chamada ao local, mas, quando os agentes chegaram, as pessoas envolvidas já tinham abandonado o edifício, segundo apurou O MIRANTE na altura.

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