Enfermeiros do Hospital VFX continuam a lutar pela valorização da carreira
Profissionais da unidade de saúde reuniram um novo abaixo-assinado com 216 assinaturas a exigir que a administração da Unidade Local de Saúde Estuário do Tejo resolva os problemas que os enfermeiros continuam a sentir.
Os problemas que os enfermeiros do Hospital Vila Franca de Xira sentem há vários anos continuam sem solução e a nova administração da Unidade Local de Saúde Estuário do Tejo, liderada por Nuno Cardoso, também ainda não conseguiu dar resposta às reivindicações dos profissionais, situação que levou os enfermeiros a promoverem um novo abaixo-assinado a exigir maior dignidade na carreira.
Os enfermeiros entregaram sexta-feira, 10 de Julho, um abaixo-assinado com 216 assinaturas, exigindo a contagem integral do tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira, a contratação de mais profissionais, o pagamento de todas as horas extraordinárias e dos respectivos retroactivos. A iniciativa foi promovida pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que pretende pressionar o conselho de administração da ULS Estuário do Tejo e o Governo a resolver um processo que, segundo a estrutura sindical, se arrasta há vários anos.
“Entregámos o abaixo-assinado e foi um momento importante para marcar a continuidade do processo de luta, que já dura há anos, porque o conselho de administração e o Governo, principalmente o Governo, que é o principal responsável por esta situação, continuam sem contar o tempo de serviço aos enfermeiros daquele hospital”, critica Marco Aniceto, dirigente do SEP.
O sindicalista já tinha explicado que, embora existam problemas pontuais e esporádicos noutros hospitais, o Hospital Vila Franca de Xira continua a ter o maior grupo de enfermeiros que ainda não viu contabilizado qualquer ponto para efeitos de progressão na carreira, sendo também a única antiga parceria público-privada (PPP) que permanece nesta situação.
O sindicato afirma que a recusa do conselho de administração e dos sucessivos governos em contabilizar os pontos para efeitos de progressão de todos os anos trabalhados aos enfermeiros “provocou um sentimento de desvalorização e de injustiça, levando a que muitos dos nossos colegas abandonassem a instituição”.
Para a estrutura sindical, esta situação é “inadmissível”, sobretudo depois de a ULS Loures-Odivelas ter procedido à contagem dos pontos para efeitos de progressão aos enfermeiros com contrato individual de trabalho (CIT) do Hospital de Loures.
“Carência de enfermeiros é gritante”
Além da questão da progressão na carreira, os enfermeiros denunciam a crescente falta de profissionais na ULS Estuário do Tejo. Segundo o SEP, os cuidados de saúde da generalidade dos serviços são assegurados “à custa do recurso às horas extraordinárias, à redução de elementos por turno, a elevados ritmos de trabalho e a horários violentos que comprometem a segurança dos cuidados e provocam a sobrecarga das equipas”. Segundo o dirigente sindical, a falta de enfermeiros disponíveis no hospital de VFX aumenta a responsabilidade e o desgaste psicológico e físico dos profissionais, numa altura em que, diz, a carência de enfermeiros é gritante.


