Sociedade | 26-07-2026 07:00

Estrada 513 em Azambuja vai fechar a pesados depois das obras de requalificação

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foto ilustrativa

Presidente da Câmara de Azambuja diz que o projecto da Estrada Municipal 513 está concluído e que a obra, estimada em quatro milhões de euros, deverá avançar com recurso a crédito. Presidente da junta critica anos de atraso e diz que as populações não podem continuar a pagar a factura da degradação provocada pelos camiões.

A Estrada Municipal 513 voltou a estar no centro do debate político em Azambuja, com o presidente da câmara, Silvino Lúcio (PS), a anunciar na última assembleia municipal que o projecto de requalificação da via está concluído e que a intervenção está orçada em cerca de quatro milhões de euros. O autarca socialista admitiu que o município terá de recorrer a crédito para concretizar a obra, uma solução que surge depois de anos de queixas sobre o estado da estrada e sobre a circulação de veículos pesados.
Silvino Lúcio respondia ao presidente da Junta de Azambuja, André Salema (PS), que voltou a abordar o problema do trânsito pesado e da degradação dos pavimentos. O autarca da freguesia disse saber que está marcada uma reunião da comissão de trânsito para discutir a circulação de pesados no concelho, mas lamentou que pareça que Azambuja anda “a reboque” de decisões tomadas noutros concelhos. “Há anos que andamos a pedir para interditar a circulação de pesados nesta parte da via e parece que acordámos para a vida porque o presidente da Câmara do Cartaxo disse que acabou e não passa lá mais um camião”, criticou.
Para André Salema, “é urgente acabar com a circulação de pesados” de Aveiras de Cima até aos Casais. “Há uma auto-estrada. As empresas não gostam, paciência. Algumas nem pagam impostos no concelho de Azambuja. As populações não podem continuar a sofrer com a degradação dos pavimentos”, afirmou.
Silvino Lúcio respondeu que o município não está parado e que a Estrada 513 será uma das prioridades. Segundo o presidente da câmara, quando a requalificação estiver concluída, a autarquia avançará com o encerramento da via ao trânsito de pesados, posição que já terá sido transmitida à Infraestruturas de Portugal. As obras na Estrada 513, recorde-se, eram esperadas para 2024. Já nessa altura a via apresentava problemas associados ao mau estado do pavimento, passagens hidráulicas e circulação de camiões.

Segunda fase de manutenção das estradas orçada em mais de 3 ME

A Câmara de Azambuja está a preparar uma segunda fase de intervenção nas estradas municipais, com levantamento e quantificação das necessidades ainda em curso. Segundo o presidente do município, o objectivo é lançar ainda este ano o respectivo procedimento, numa empreitada que deverá abranger vários pontos do concelho onde o estado dos pavimentos exige resposta urgente. “É um processo que rondará entre 3 e 3,5 milhões de euros e é uma situação em que teremos de recorrer a financiamento externo”, disse Silvino Lúcio na sessão da assembleia municipal.

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