Explosão em camião do lixo fere trabalhador municipal em Tomar e mobiliza PJ
Funcionário sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau quando a viatura compactava os resíduos. Polícia Judiciária procura determinar que material provocou a explosão e se houve intenção criminosa.
Um trabalhador do município de Tomar ficou ferido na manhã de sexta-feira, 24 de Julho, na sequência de uma explosão no interior de um camião de recolha de resíduos, junto à sede da União de Freguesias de Casais e Alviobeira. A ocorrência foi registada por volta das 10h25, quando a viatura compactava o lixo, provocando uma deflagração seguida de incêndio. O funcionário sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau, sobretudo na zona do pescoço, e encontra-se em recuperação. Foi auxiliado por elementos da junta de freguesia, que ajudaram a controlar as chamas até à chegada dos bombeiros. A operação mobilizou oito elementos e três viaturas dos Bombeiros do Município de Tomar, uma ambulância de Suporte Imediato de Vida e a GNR.
A Polícia Judiciária esteve no local e está a investigar as circunstâncias da ocorrência. As primeiras informações apontam para a presença de material pirotécnico entre os resíduos, mas ainda não existe confirmação oficial sobre a substância que provocou a explosão. As referências a pólvora ou dinamite são, nesta fase, hipóteses a esclarecer através de perícias. Falta também apurar se o material foi abandonado por negligência ou colocado deliberadamente num contentor.
O caso faz recordar outros episódios idênticos registados na região ribatejana. No Verão de 2016, um trabalhador da Resitejo, na Carregueira, concelho da Chamusca, perdeu dois dedos de uma mão quando um engenho, suspeito de ser uma granada antiga, explodiu durante a triagem de resíduos metálicos. A empresa alertava então para o aparecimento de armas, munições e foguetes de sinalização no lixo. Mais recentemente, em Outubro de 2020, populares encontraram junto a um contentor, na Póvoa de Santarém, uma granada ofensiva, um carregador de espingarda G3 e várias munições. A rua esteve cortada durante cerca de quatro horas e uma equipa de inactivação de explosivos da GNR recolheu o material, concluindo que a granada já não tinha capacidade de deflagrar.


