Falta de limpeza nos rios Ota e Alenquer em Vila Nova da Rainha
Leitos obstruídos por árvores, canas, jacintos e bancos de areia são alguns dos problemas identificados nos cursos de água que atravessam Vila Nova da Rainha. PSD de Azambuja pede intervenção imediata enquanto há pouca água. Presidente da câmara admite recorrer a militares para limpar os cursos de água até ao Tejo.
A falta de limpeza dos rios Ota e Alenquer, que atravessam a freguesia de Vila Nova da Rainha, concelho de Azambuja, é motivo de preocupação e foi assunto na última Assembleia Municipal de Azambuja, com o eleito José Valente, do PSD, a reclamar uma intervenção urgente nos leitos e valados antes da chegada da próxima época de chuvas. O autarca alertou para a fragilidade das margens e para a acumulação de vegetação e sedimentos que impedem a água de seguir o seu percurso natural até ao rio Tejo, aumentando o risco de novas situações de cheia.
Na sua intervenção, José Valente defendeu que os rios estão “cheios de árvores, canas, jacintos e cabeços de areia”, considerando que esta altura do ano, com menor caudal, é a mais indicada para avançar com os trabalhos. “Sendo fundo de areia, a limpeza pode ser feita com máquina a entrar dentro dos rios e a limpar o leito”, sustentou, questionando a câmara sobre a existência de verba e sobre o calendário previsto para a intervenção. Para o eleito social-democrata, a urgência é evidente: os valados estão “muito frágeis” e uma nova época de chuvas poderá voltar a expor populações e terrenos a inundações.
Na resposta, o presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio (PS), reconheceu a necessidade de intervir e explicou que a autarquia está a tentar garantir financiamento para uma obra que, segundo disse, não depende apenas do município. O autarca revelou que ia reunir com a ministra do Ambiente e com o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), onde pretende abordar directamente o problema. “Vamos falar com eles para ver se há hipótese de arranjar financiamento”, afirmou, admitindo que a resposta poderá passar pela responsabilização dos privados em algumas zonas.
Silvino Lúcio sublinhou, ainda assim, que a intenção da câmara é avançar “o quanto antes”, lembrando que “daqui a cinco meses vem aí o Inverno”. O presidente informou ainda sobre a disponibilidade manifestada por militares que estiveram no terreno e que, segundo disse, demonstraram vontade de colaborar durante o Verão na limpeza dos cursos de água. A autarquia já terá feito contactos telefónicos para avaliar essa possibilidade, com o objectivo de limpar a zona da EN3 até ao Tejo.


