Sociedade | 26-07-2026 10:00

Prejuízo de 22 milhões na rede eléctrica do distrito de Santarém

Prejuízo de 22 milhões na rede eléctrica do distrito de Santarém

Distrito de Santarém concentra 20% do impacto financeiro suportado pela E-Redes na reposição da rede eléctrica destruída pela depressão Kristin. A empresa estima um custo global de 110 milhões de euros e já executou trabalhos no valor de 65 milhões.

A reposição da rede de distribuição de energia eléctrica danificada pela depressão Kristin representa um impacto financeiro estimado em cerca de 22 milhões de euros no distrito de Santarém. O valor corresponde a 20% dos 110 milhões de euros que a E-Redes prevê gastar na reparação e reforço da resiliência das infra-estruturas afectadas pela tempestade de 28 de Janeiro. Santarém surge como o segundo distrito com maior peso financeiro nos prejuízos contabilizados pela empresa, apenas atrás de Leiria, que concentra cerca de 45% do impacto total. Coimbra e Castelo Branco representam, cada um, aproximadamente 10%, estando o restante valor distribuído por outros distritos atingidos pela sequência de tempestades.
Segundo a E-Redes, os estragos provocados pela Kristin foram “extensos e profundos” e atingiram todos os níveis de tensão da rede eléctrica. No pico da ocorrência, cerca de um milhão de clientes ficaram sem energia em Portugal Continental. Uma hora depois, permaneciam sem electricidade aproximadamente 855 mil consumidores, sobretudo nos distritos da Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal. A tempestade afectou cerca de seis mil quilómetros de rede. Mais de 500 quilómetros necessitam de reparação ou substituição de condutores, postes e outros equipamentos. Foram ainda identificados 5.300 postes e apoios danificados e 47 subestações com estragos, 24 das quais ficaram impedidas de receber alimentação eléctrica.
Dos 110 milhões de euros estimados, cerca de 65 milhões já foram aplicados nas intervenções. A média tensão representa metade do valor executado, seguindo-se a alta tensão, com 30%, e a baixa tensão, com 20%. Apesar de ter menor peso financeiro, a baixa tensão exige um número muito elevado de intervenções espalhadas pelo território. Já os trabalhos na alta tensão são menos numerosos, mas mais complexos e abrangem frequentemente vários municípios. A E-Redes admite que a factura final ainda possa ser alterada, nomeadamente em função das conclusões do estudo sobre a resiliência da rede determinado pelo Governo e desenvolvido pela Direcção-Geral de Energia e Geologia. A empresa refere também que os activos afectados estão cobertos por seguros contra danos provocados por fenómenos naturais. A cobertura inclui linhas eléctricas, postos de transformação, iluminação pública, subestações, edifícios e respectivos conteúdos. No âmbito da resposta à emergência, a E-Redes reembolsou ainda cerca de 800 mil euros aos municípios afectados, sobretudo por despesas relacionadas com o abastecimento de combustível a geradores utilizados para manter serviços essenciais em funcionamento.

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