Sociedade | 26-07-2026 21:00

Videovigilância em Benavente pode avançar no início do próximo ano

videovigilancia
foto ilustrativa

A instalação de câmaras em espaços públicos foi tema de discussão na Assembleia Municipal de Benavente, depois das agressões a dois homens durante a Festa da Amizade - Sardinha Assada. O município diz que os locais prioritários já estão identificados e que o processo legal deverá ficar concluído até final deste ano.

O sistema de videovigilância previsto para espaços públicos do concelho de Benavente poderá começar a ser instalado no início do próximo ano, depois de concluídas as autorizações legais necessárias, num processo que voltou à baila na assembleia municipal, na sequência das agressões a dois homens durante a última Festa da Amizade - Sardinha Assada.
O assunto foi levantado pelo grupo municipal do Chega, que pediu esclarecimentos ao executivo camarário sobre o ponto de situação do processo e sobre a articulação com as forças de segurança, depois de uma ocorrência registada na madrugada de 27 de Junho, na zona do Largo de Santo André, em Benavente. A GNR está a investigar a agressão a dois homens junto à entrada de um prédio, perto do núcleo museológico de Benavente. As vítimas receberam cuidados médicos no Hospital Vila Franca de Xira.
Num vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver um grupo de cinco pessoas a agredir duas outras junto à entrada do edifício, surgindo nas imagens o que parece ser um bastão ou objecto semelhante a ser utilizado contra as vítimas. Os suspeitos abandonaram o local numa viatura Fiat Punto, de cor cinza-claro, que se encontrava parada na Estrada Nacional 118.
Na assembleia municipal, Paula Almeida, eleita pelo grupo municipal do Chega, recordou que, em Julho de 2025, foi celebrado um protocolo de colaboração entre o município e a GNR para a implementação de sistemas de videovigilância em espaços públicos, apresentado como uma medida destinada a reforçar a segurança pública, prevenir a criminalidade e aumentar o sentimento de segurança de comerciantes, empresários e população em geral. A eleita afirmou que, desde a assinatura do protocolo, passaram vários meses e que, “para quem circula” nos espaços públicos do concelho, “tudo continua exactamente na mesma”. E considerou que a “teia burocrática” não pode servir de pretexto para justificar “silêncio ou inércia”.
Também pelo Chega, José Dotti defendeu que nenhum cidadão deve recear pela sua integridade física quando participa numa festa, feira ou evento no concelho. Sustentou ainda que a segurança não é alarmismo, mas “uma condição essencial da liberdade”, alertando que, sem segurança, as famílias deixam de participar nos eventos, os comerciantes são prejudicados e a imagem do concelho é afectada. O eleito questionou o executivo sobre a colaboração com as forças de segurança na identificação dos suspeitos.
A presidente da Câmara de Benavente, Sónia Ferreira (PSD), explicou que o município reuniu, numa primeira fase, com o Destacamento de Coruche da GNR para fazer uma validação inicial obrigatória do processo de videovigilância. Os locais considerados prioritários para a instalação das câmaras já estão identificados. A autarca referiu que o processo passa por várias validações, desde o destacamento da GNR até ao Ministério da Administração Interna, envolvendo ainda autorizações relacionadas com protecção de dados e com a validação dos equipamentos a utilizar. “Contamos ter até ao final do ano este processo legal concluído”, revelou, acrescentando que a instalação das câmaras deve ocorrer no início de 2027.
Sónia Ferreira lamentou ainda a situação de “ofensa grave à integridade física” ocorrida na madrugada de 27 de Junho, mas afirmou que, segundo dados facultados pela GNR, a edição de 2026 apresenta um balanço “globalmente positivo” em matéria de segurança e ordem pública.

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