Limpeza deficiente volta a colocar Mercado do Entroncamento no centro das críticas
Executivo admite que o serviço não está a ser cumprido como previsto e prepara um novo contrato com limpezas ao fim-de-semana. A automatização das janelas superiores, para melhorar a ventilação, também vai ser estudada.
As condições de limpeza e funcionamento do Mercado Municipal do Entroncamento voltaram a gerar críticas na última reunião de câmara. Vereadores da oposição deram voz às queixas de comerciantes e munícipes, enquanto o presidente do município, Nelson Cunha, reconheceu que o serviço prestado pela empresa responsável está aquém do que foi contratado. “Temos conhecimento de que a limpeza não tem sido feita da forma que está contratualizada”, admitiu o autarca, anunciando que o contrato em vigor termina este mês e que a câmara já está a preparar um novo procedimento. O futuro contrato deverá incluir intervenções ao fim-de-semana, com horários definidos, abrangendo a generalidade dos edifícios municipais. “Precisamos de uma limpeza aos fins-de-semana para termos uma cidade mais limpa e garantir as condições das casas de banho numa zona com tanta afluência como o mercado”, afirmou Nelson Cunha.
O vereador Valter Bouça (PSD) referiu que os comerciantes continuam descontentes com a limpeza, alegando que o espaço é lavado “apenas com água”. O eleito defendeu uma intervenção mais cuidada, tanto nas zonas visíveis como nas áreas de acesso restrito, e sugeriu ainda a instalação de música ambiente para tornar o mercado mais agradável. Também Rui Madeira (PSD) voltou a insistir na necessidade de melhorar a ventilação do edifício, propondo a criação de um mecanismo automático que permita abrir as janelas superiores. Nelson Cunha garantiu que a solução será analisada pelos serviços municipais. O vereador alertou ainda para a falta de limpeza regular das escadas de acesso ao parque de estacionamento, considerando que a degradação daquela zona pode representar um problema de saúde pública.
O Mercado Municipal do Entroncamento tem sido, ao longo dos últimos anos, alvo de críticas relacionadas com a manutenção, a limpeza e os maus cheiros na envolvente. Numa visita realizada por O MIRANTE em 2024, vários comerciantes reconheceram que continuavam a existir problemas, embora tenham salientado que a situação já tinha sido bastante pior. As obras de requalificação realizadas em 2019 contribuíram para melhorar o espaço, mas não conseguiram afastar por completo as queixas sobre as condições de funcionamento.


