Entroncamento procura na CP soluções para habitação e reforço dos comboios
Município quer aproveitar imóveis ferroviários devolutos para arrendamento acessível, recuperar património existente na estação e aumentar a capacidade das composições. Autarquia propõe ainda sinalização nas auto-estradas A1 e A23 com a designação “Entroncamento Cidade Ferroviária”.
O futuro dos prédios devolutos da CP, o reforço da capacidade dos comboios e a valorização do património ferroviário estiveram no centro de uma reunião entre o presidente da Câmara do Entroncamento, Nelson Cunha, e o presidente do Conselho de Administração da CP – Comboios de Portugal, Pedro Moreira. O encontro serviu para discutir vários projectos considerados estratégicos para o concelho, numa altura em que o município pretende reforçar a ligação histórica do Entroncamento à ferrovia e transformar esse património num instrumento de desenvolvimento económico, turístico e social.
Entre os assuntos abordados esteve o futuro dos prédios devolutos pertencentes à CP na Rua D. Afonso Henriques. A autarquia pretende encontrar soluções que permitam recuperar os imóveis e integrá-los em programas de arrendamento acessível, procurando dar resposta às necessidades habitacionais existentes no concelho. A reunião incidiu também sobre a reabilitação e valorização das locomotivas expostas na estação ferroviária e sobre o futuro da área de estaleiro. O município defendeu ainda a necessidade de reforçar a capacidade das composições ferroviárias com partida do Entroncamento, justificando a pretensão com o aumento da procura por parte dos passageiros.
A captação de novos investimentos para a ferrovia foi outro dos temas analisados. Segundo a câmara municipal, a colaboração com a CP pretende consolidar o Entroncamento como um dos principais centros ferroviários do país, valorizando a sua história e criando novas oportunidades para a economia local. Paralelamente, o município submeteu para apreciação uma proposta para instalar sinalização turística nas auto-estradas A1 e A23, identificando o Entroncamento como “Cidade Ferroviária”. A iniciativa foi desenvolvida em articulação com o Museu Nacional Ferroviário e pretende aumentar a visibilidade do concelho junto dos milhares de automobilistas que diariamente circulam nos dois principais eixos rodoviários.
A proposta está a ser analisada pelas entidades competentes, envolvendo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, o Património Cultural e a Infraestruturas de Portugal. A criação e o registo da marca “Entroncamento Cidade Ferroviária” fazem parte de uma estratégia mais ampla de promoção territorial. O objectivo assumido pela autarquia é fazer da ferrovia não apenas uma memória do passado, mas também uma marca capaz de projectar o concelho e atrair visitantes, investimento e novas actividades.


