A Prisão de Vale de Judeus com inibidores em fase de testes para bloquear telemóveis
Equipamentos destinados a bloquear telemóveis e drones ainda não têm data para entrar em funcionamento. Construção de duas torres de vigilância, adjudicada por 827 mil euros, arranca em Setembro.
Os inibidores de sinal da prisão de Vale de Judeus, em Alcoentre, no concelho de Azambuja, já estão instalados e encontram-se em fase de testes e afinação. A Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) não avança, porém, uma data para a entrada em funcionamento dos equipamentos.
O sistema, que pode ser activado ou desligado a partir do estabelecimento prisional ou de um centro nacional, pretende bloquear comunicações por telemóvel e a utilização de drones no interior da cadeia. A medida integra o reforço de segurança decidido após a fuga de cinco reclusos, em Setembro de 2024.
A entrada em funcionamento dos inibidores tem sofrido sucessivos atrasos, devido a dificuldades no desalfandegamento dos equipamentos, às condições meteorológicas e ao conflito no Médio Oriente, uma vez que parte do material foi adquirida em Israel.
Também está prevista a construção de duas torres de vigilância, uma obra adjudicada por cerca de 827 mil euros depois de dois concursos terem ficado desertos. O primeiro procedimento tinha um preço base de 418 mil euros e o segundo de 495 mil euros. Segundo a DGRSP, os trabalhos deverão arrancar em Setembro e terão um prazo de execução de oito meses, prolongando-se até 2027.


