Sociedade | 31-07-2026 07:00

Baratas invadem casas e obrigam a desinfestações semanais no Entroncamento

Baratas invadem casas e obrigam a desinfestações semanais no Entroncamento

Praga agrava-se com o calor e está a preocupar moradores de várias zonas da cidade. Câmara garante que realiza desbaratizações todas as semanas, mas a oposição associa a proliferação de insectos à falta de limpeza e exige melhor comunicação das intervenções.

A proliferação de baratas continua a causar preocupação no Entroncamento, onde a câmara municipal está a realizar desbaratizações semanais na rede de saneamento. O problema, que se agrava com as temperaturas elevadas, já levou insectos a entrarem em habitações e voltou a colocar no centro do debate político as condições de limpeza da cidade. O assunto foi discutido na reunião do executivo municipal de 21 de Julho. O vereador do Partido Socialista, Ricardo Antunes, reconheceu que também encontrou baratas em sua casa e elogiou o trabalho de desinfestação que está a ser desenvolvido pelo município. Alertou, no entanto, para situações em que os moradores não são avisados antecipadamente sobre as intervenções.
As desbaratizações são normalmente realizadas através das tampas de esgoto existentes na via pública. A aplicação dos produtos leva os insetos a fugir da rede de saneamento, podendo estes entrar nas habitações através de ralos, canalizações ou fissuras nas paredes. Ricardo Antunes defendeu, por isso, que a população deve ser informada atempadamente, para poder proteger os pontos de entrada e reduzir o risco de invasão das casas.
O presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Nelson Cunha, garantiu que o município vai continuar a actuar de forma regular para combater a praga. O autarca considera que a situação resulta de vários anos de falta de controlo e de problemas acumulados na gestão da higiene urbana. Nelson Cunha afirmou que, quando iniciou o mandato, existiam obrigações que não estavam a ser cumpridas pela empresa responsável pela recolha e tratamento de resíduos. Acrescentou que o contrato então em vigor com a Resitejo não contemplava a limpeza das ilhas ecológicas, locais onde se acumulam frequentemente resíduos e restos de lixo.
A limpeza urbana tem sido um dos temas mais recorrentes nas reuniões de Câmara do Entroncamento. Como O MIRANTE tem vindo a noticiar, são frequentes as queixas relacionadas com lixo depositado junto às ilhas ecológicas e aos contentores, bem como com a falta de higiene em diferentes zonas da cidade. Vários munícipes já levaram o problema às reuniões do executivo, denunciando situações consideradas insalubres. Em Março deste ano, a Câmara do Entroncamento começou a aplicar multas pela deposição indevida de resíduos na via pública. As coimas têm um valor de 250 euros e a fiscalização está a incidir sobretudo nos locais onde a acumulação de lixo é mais frequente.

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