Azambuja quer construir canil municipal na cadeia de Alcoentre
Projecto deve avançar ainda este ano em terrenos do Estabelecimento Prisional de Alcoentre. Equipamento terá capacidade para 70 cães e 50 gatos e conta com financiamento de 80 mil euros do ICNF.
A Câmara de Azambuja prevê lançar ainda este ano a construção do novo Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA), a instalar em terrenos do Estabelecimento Prisional de Alcoentre, num investimento que deverá rondar o meio milhão de euros. O projecto, há muito reclamado no concelho, pretende dar resposta à falta de condições adequadas para o acolhimento de animais abandonados.
O presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio (PS), adiantou na última sessão da assembleia municipal que o projecto está concluído, apesar de terem surgido algumas dificuldades no processo. “Tivemos algumas situações complicadas com o projecto do canil, que está pronto. Vamos pensar que o conseguiremos lançar este ano. É um investimento de cerca de meio milhão de euros, temos financiamento do ICNF [Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas] de 80 mil euros e a câmara terá que investir naquele espaço cerca de 420 mil euros, mas certamente teremos capacidade para o fazer ainda este ano”, afirmou o autarca.
A explicação surgiu em resposta à munícipe Natália Peres, que questionou o executivo sobre o ponto de situação do canil municipal, lembrando que o assunto já vem sendo falado desde 2024 sem que, até agora, fossem conhecidos desenvolvimentos concretos. A munícipe recordou ainda que havia referência a um terreno pertencente ao Estabelecimento Prisional de Alcoentre, mas que a população não tinha informação clara sobre o estado do processo.
O projecto mantém a intenção, já apresentada em mandatos anteriores, de instalar o equipamento em terrenos da cadeia de Alcoentre. A solução permitirá, segundo a autarquia, criar uma estrutura com capacidade para acolher 70 cães e 50 gatos, beneficiando também da mão-de-obra da população prisional, no âmbito dos programas de ocupação e integração desenvolvidos pelo estabelecimento prisional.
Actualmente, o município não dispõe de infraestruturas amplas para acolher canídeos e felinos, recorrendo apenas a um posto avançado com capacidade limitada a cerca de uma dúzia de animais e a um protocolo com uma associação local. Em Setembro de 2024, a Assembleia Municipal de Azambuja já tinha dado luz verde ao reconhecimento do interesse público do projecto, passo necessário para viabilizar a construção do novo Centro de Recolha Oficial de Animais. Apesar do atraso no processo, Silvino Lúcio garante que o município tem condições financeiras para suportar a sua parte do investimento e avançar com a obra.


