Tráfego nas autoestradas do distrito acelera na A13 com subidas acima de 30%
O tráfego rodoviário nas auto-estradas que servem o distrito de Santarém aumentou de forma expressiva em 2025, com a A13 a liderar as subidas ao crescer 34% face ao ano anterior, segundo o relatório anual do Instituto da Mobilidade e dos Transportes. A A1 continua a ser a via mais pressionada, com uma média diária de 72 mil veículos na zona de Vila Franca de Xira, que na zona do Carregado sobe acima dos 82 mil no Verão. A A23 reforça a ligação ao interior com médias acima dos 25 mil. A A15 manteve valores estáveis de 6.717 veículos por dia.
A circulação nas principais auto‑estradas que atravessam o distrito de Santarém, voltou a crescer de forma expressiva em 2025, com aumentos significativos face ao ano anterior. Os dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, no relatório mais recente de 2025, mostram que a A1, A23 e A13 registaram subidas consistentes ao longo do ano, com especial destaque para o mês de Agosto (ver caixa), o período de maior pressão sobre as infraestruturas rodoviárias.
A maior surpresa do relatório de tráfego das auto-estradas é a A13 (Almeirim-Marateca), que apresenta uma das maiores subidas do país. O tráfego médio diário anual (total de veículos que passam por uma estrada num ano, a dividir por 365 dias) cresceu 34,3% em relação a 2024, passando de 6.801 para 9.135 veículos diários. O troço Benavente – A10 continua a ser o menos utilizado, com 4.163 veículos diários, mas andando para norte as médias entre Salvaterra de Magos e Almeirim sobem acima dos 10 mil veículos.
Na A1 (Lisboa Porto), o tráfego médio diário em 2025 cresceu 3,2%, sendo que os troços suburbanos entre Alverca e Vila Franca de Xira mantêm‑se como os mais congestionados, com médias anuais acima dos 72 mil veículos por dia, enquanto na zona de Santarém o tráfego ficou nos 46.940 veículos. Entre Torres Novas e Fátima, a média desce para 29.739 veículos diários, reflectindo a perda de intensidade à medida que a via se afasta da Área Metropolitana de Lisboa.
A Auto-Estrada 23 que liga a A1 em Torres Novas ao interior (Guarda), também registou um crescimento consolidado, subindo 10,1% face a 2024. Os troços iniciais, entre Torres Novas e Zibreira, mantêm‑se como os mais movimentados, com médias acima dos 25 mil veículos, enquanto na zona de Abrantes o tráfego estabiliza entre 14 e 15 mil veículos diários. A A15, que liga Santarém a Rio Maior, consolidou a sua importância regional, com uma média de 6.717 veículos em 2025, acima dos 5.428 registados em 2024. A via apresenta uma homogeneidade rara, com valores praticamente idênticos em todos os troços.
A13 quase triplica circulação em Agosto
A Auto‑Estrada 13, no troço entre Salvaterra de Magos e Almeirim, foi a via que registou maior aumento de tráfego em Agosto, com um crescimento que quase triplica os valores de circulação verificados em Janeiro. O mês de Verão é o período de maior pressão sobre as auto‑estradas que atravessam o distrito de Santarém, com aumentos que variam entre os 20% e os 200% face aos meses mais calmos do ano, excepto na A15 (Santarém – Rio Maior) que praticamente não tem alterações.
A Auto-Estrada 13 passou de uma média de 5.394 veículos diários em Janeiro para 17.656 no mês de Verão. A pressão estendeu‑se às restantes auto‑estradas. No troço entre Alverca (A1/A9) e Vila Franca de Xira, o tráfego médio diário anual passou de 72.127 veículos, para 76.009 viaturas diárias em Agosto. No nó de Santarém que faz a ligação à A15, a média foi de 46.940 veículos por dia, disparando no Verão para 65.215. No troço da A1 entre Torres Novas e Fátima, a subida foi de 29.739 veículos diários para 41.500, influenciada também pelas peregrinações de Verão. Com 82.254 carros por dia em Agosto o nó A1/A10 no Carregado atinge o tráfego mais elevado de toda a região.
No troço da A1 entre Torres Novas e Fátima, o tráfego fixou‑se nos 41.500 veículos, quase o dobro de Janeiro. Na A23, o pico ocorreu entre Zibreira e Torres Novas, com 34.549 veículos diários, enquanto os troços de Abrantes ultrapassaram os 19 mil veículos, muito acima dos mínimos de Janeiro, que ficaram entre 10 e 12 mil. A A15, que liga Rio Maior a Santarém, foi a única via com comportamento homogéneo de 6.717 veículos diários.
Tráfego vira montanha-russa no início de 2026
O primeiro trimestre de 2026 ficou marcado por uma volatilidade invulgar na circulação. A análise dos dados do IMT mostra um arranque de ano positivo, seguido de um “tombo” em Fevereiro e de uma recuperação expressiva em Março. Em Janeiro, quase todas as vias cresceram face ao mesmo mês de 2025. A A13 liderou as subidas com +7,1%, seguida da A23 com +6,9%. A A10 (Carregado-Benavente) avançou 2,2% e a A1 registou um aumento de 1,5%. A única excepção foi a A15, que recuou 5,1%.
Na comparação dos meses de Fevereiro e Janeiro de 2026, todas as vias registaram quebras acentuadas, com a A23 a travar 20,4%, enquanto a A10 caiu 18%. A A15 recuou 12,5%, a A13 perdeu 7,5% e via mais movimentada do país, a A1, registou uma quebra de 7,1%. Em Março, a A23 voltou a destacar-se, desta vez pela positiva, ao acelerar 16,8%. A A13 cresceu 13,2%, a A15 recuperou com +5,8%, a A10 subiu 3,6% e a A1 consolidou a retoma com +3,2%.


