Meia centena protesta em Samora Correia pela reabertura da Segurança Social
Moradores, autarcas e dirigentes comunistas concentraram-se em Samora Correia para exigir a reabertura da Segurança Social, defendendo que a futura Loja do Cidadão não pode substituir um serviço considerado essencial.
Cerca de meia centena de pessoas participou numa concentração em Samora Correia para exigir a reabertura do serviço da Segurança Social, encerrado temporariamente. A iniciativa foi promovida pela Comissão Concelhia de Benavente do PCP e contou com a presença de eleitos da CDU, dirigentes comunistas, representantes do movimento associativo e moradores.
Augusto Marques, ex-presidente da Junta de Freguesia de Samora Correia e actual eleito na assembleia de freguesia, recordou o processo que conduziu à abertura daquele edifício, sublinhando o papel decisivo da luta das populações e da intervenção da CDU à frente do município, através da pressão institucional e da cedência do terreno para a sua construção. "Primeiro disseram que iria reabrir em Outubro. Agora, existe uma grande probabilidade de este encerramento ser permanente", alertou, considerando que "não faz qualquer sentido que uma freguesia que acolherá o novo aeroporto e está em constante crescimento perca serviços".
Diogo d'Ávila, do Comité Central do PCP, recordou a intervenção do partido na Assembleia da República em defesa da manutenção da Segurança Social em Samora Correia, sublinhando que o PCP não se opõe à instalação da Loja do Cidadão na cidade, desde que isso não implique a redução ou o desaparecimento de serviços essenciais à população.
Hélio Justino, vereador eleito pela CDU na Câmara de Benavente, afirmou ter questionado o executivo sobre o futuro daquele espaço. "O balcão previsto para a Loja do Cidadão não contempla um conjunto de serviços, como as juntas médicas", afirmou, criticando a falta de respostas por parte do executivo municipal liderado por AD e CHEGA.
Francisco Cordeiro, do Movimento Mais Samora, recordou que "o movimento nasceu exactamente por situações como esta" e alertou para as profundas alterações sociais e demográficas que se aproximam. "Samora está a perder e precisamos de lutar pela sua afirmação", defendeu.


